12 agosto 2020

Cuidado! Para um pastor que está se entregando à pornografia

Por Andy Naselli Pastor, você está regularmente se entregando à pornografia e racionalizando consigo, por que apesar de fazer isso, tudo está indo tudo bem?[1] Se você se entrega à pornografia sem remorso, então você pode ter o que Paulo chama de consciência cauterizada (1Tm 4.2). A sua consciência é sua percepção do que você acredita ser certo ou errado, e se você tem uma consciência cauterizada sobre se entregar à pornografia, então sua consciência é tão insensível que (1) ela não o avisa mais para não se entregar à pornografia e (2) ele não acusa nem o condena (e assim faria com que você se sentisse culpado) depois de se entregar à pornografia.[2] Se isso descreve você, então você está em perigo. Aqui estão oito motivações para se arrepender. 1. Entregando-se à pornografia você será condenado ao inferno Pessoas que habitualmente e sem arrependimento se entregam à pornografia irão para o inferno (Mt 5.27-30). Uma evidência de que você tem fé genuína em Jesus é que você está lutando contra a luxúria. Ceder à pornografia é uma forma de imoralidade sexual. E a imoralidade sexual não herdará o reino de Deus (1Co 6.9-11). A ira de Deus é contra a imoralidade sexual (Ef 5.3–6). Sim, os cristãos pecam. Mas os cristãos são pecadores se arrependendo. Se você está se entregando à pornografia, então você não é puro de coração. E somente os puros de coração verão a Deus (Mt 5.8). Estou tentando alarmar você - ou mais precisamente, para aterrorizá-lo do inferno. O que for preciso para você vencer a batalha pela luxúria, vale a pena, porque entregar-se à pornografia mandará você para o inferno. 2. Entregar-se à pornografia não glorifica a Deus com o seu corpo “Glorifique Deus em seu corpo”. É assim que Paulo conclui uma seção sobre imoralidade sexual (1Co 6.12-20). Deus ordena que você o glorifique com seu corpo não cometendo imoralidade sexual. Glorificar Deus é uma maneira de sentir, pensar e agir de acordo com Deus. Isso mostra que Deus é supremamente grande e bom. Isso demonstra que Deus é todo-sábio e todo-satisfatório. Você glorifica a Deus com o seu corpo físico quando o usa da maneira que Deus quer. Quando você se entrega à pornografia, você peca contra o próprio Deus, porque Deus é dono do seu corpo. Ceder à pornografia não glorifica a Deus com o seu corpo. 3. Entregar-se à pornografia é um prazer venenoso e passageiro Moisés escolheu “não desfrutar dos prazeres transitórios do pecado” (Hb 11.24–26). Isso significa que o pecado pode ser prazeroso - pelo menos por um tempo. Mas esse prazer é passageiro. Ceder à pornografia é imediatamente prazeroso, mas esse prazer é passageiro. Deixa você se sentir vazio, insatisfeito, ansiando por mais. É como comer uma pílula envenenada com açúcar. “Aquele que comete adultério é insensato; pois destrói a si mesmo” (Pv 6.32). Não deseje pornografia, deseje a Deus. Parafraseando John Piper, "nós glorificamos mais a Deus quando mais nos satisfazemos nele". É para isso que Deus nos criou. Os prazeres da pornografia são venenosos e transitórios. Os prazeres de Deus são eternos e infinitamente satisfatórios. 4. Entregar-se à pornografia desperdiça a sua vida Quando você se entrega à pornografia, perde seu tempo e energia e, às vezes, dinheiro. Você aleijou a sua igreja porque é como Acã, amando enganado o seu pecado, em vez de abandoná-lo. Você age como aquele que o livro de Provérbios chama de tolo. “Olhe com cuidado, então, como você anda, não seja imprudente, mas sábio, fazendo o melhor uso do tempo, porque os dias são maus. Portanto, não seja insensato, mas entenda qual é a vontade do Senhor” (Ef 5.15–17). 5. Entregando-se à Pornografia trai sua esposa e filhos Isso se aplica a você se é casado, ou se será casado. Quando você se entrega à pornografia, está sendo infiel à sua esposa. Você está traindo-a. Você está cometendo adultério contra ela. Você está fazendo-a competir com o banco de dados de imagens sensuais com as quais você se inflamou. Quando você se entrega à pornografia, você prejudica os seus filhos. Você perderá a sua autoridade moral com sua família. Os seus filhos sofrerão. E se isso levar ao divórcio, seus filhos sofrerão ainda mais. 6. Ceder à pornografia desqualifica-o de ser um presbítero Se você está se entregando à pornografia, então você não atende a essas qualificações dos presbíteros: “Marido de uma só mulher [NVI: “fiel à sua esposa”], de mente sóbria, autocontrolada, respeitável” (1Tm 3.2). “Marido de uma só mulher [NVI: “fiel à sua esposa”] … amante do que é bom, tendo autocontrole, justo, santo e disciplinado” (Tt 1.6, 8). Um pastor é um pastor. Um pastor conduz as ovelhas (Sl 23.1–3; 78.52). E o modo mais significativo que os pastores conduzem é “sendo exemplos para o rebanho” (1Pe 5.1–3). 7. Entregando-se à pornografia você arruína sua mente e consciência Entregando-se à pornografia, você estraga à sua maneira de pensar sobre sexo. O sexo é um dom de Deus que é exclusivamente entre um homem e uma mulher, e que fizeram um pacto no casamento. O sexo é uma ideia de Deus e devemos louvá-lo por isso. A pornografia corrompe e perverte o sexo. Se você se dedicar à pornografia, vai pensar em sexo perversamente. Entregando-se à pornografia, estraga a maneira como você pensa sobre as mulheres. As mulheres são seres humanos que Deus criou à sua imagem e exibem, de um modo maravilhoso, a glória de Deus. Se você desejar os corpos das mulheres, então você pensará sobre as mulheres como objetos sexuais para satisfazer as suas concupiscências pecaminosas, e não como semelhantes da mesma imagem. Entregando-se à pornografia, você estraga como raciocina. Ela destrói o cérebro de forma destrutiva. Isso arruína a maneira como você pensa e, assim, distorce as suas afeições. Consequentemente, entregar-se à pornografia arruína a sua consciência. A sua consciência é a sua percepção do que você crê ser o certo e o errado. Quando você se entrega à pornografia, você insensibiliza a sua consciência, porque reprime e silencia a sua consciência e racionaliza o seu pecado. Eventualmente, você pode prejudicar tanto a sua consciência que ela não o condenará quando pecar. 8. Entregando-se à pornografia você participa da escravidão sexual A pornografia é para a escravidão sexual o que a gasolina é para o mecanismo dos veículos motorizados. Motores de combustíveis a gás. A pornografia alimenta a demanda por prostituição e, portanto, por escravidão sexual. Portanto, ceder à pornografia em qualquer grau é participar da escravidão sexual.[3] CONCLUSÃO Pastor, essas são oito motivações para que você se arrependa se estiver entregando-se à pornografia sem remorso. Volte-se para Cristo, a fonte da genuína liberdade e felicidade.[4] Deixemos de lado as obras das trevas e vistamos a armadura da luz. Andemos corretamente como durante o dia, não em orgias e embriaguez, não em imoralidade sexual e sensualidade, não em brigas e ciúmes. Mas revista-se no Senhor Jesus Cristo, e não alimente a carne, nem satisfaça os seus desejos (Rm 12.12–14) NOTAS: [1] Por se entregar à pornografia, refiro-me a desfrutar pecaminosamente do prazer do material impresso ou visual que explicitamente descreve ou exibe partes do corpo sexual ou atividade, a fim de estimular sentimentos eróticos. [2] Cf. Andrew David Naselli e J. D. Crowley, Conscience: What It Is, How to Train It, and Loving Those Who Differ (Wheaton, IL: Crossway, 2016). [3] Para um argumento mais detalhado, veja Andrew David Naselli, “When You Indulge in Pornography, You Participate in Sex Slavery,” Journal for Biblical Manhood and Womanhood 20:2 (2015): 23–29. [4] Sobre o verdadeiro arrependimento, veja Heath Lambert, Finally Free: Fighting for Purity with the Power of Grace (Grand Rapids: Zondervan, 2013), pp. 23–28, em que Lambert desdobra nos capítulos 2–6 (pp. 31–105). OBSERVAÇÃO DO AUTOR: este artigo condensa e atualiza o texto de Andrew David Naselli, “Seven Reasons You Should Not Indulge in Pornography,” Themelios 41 (2016): 473–83. Andy Naselli é professor associado de Novo Testamento e Teologia no Bethlehem College & Seminary em Minneapolis e um presbítero da Bethlehem Baptist Church.

23 março 2020

11 motivos de oração em dias de pandemia

MOTIVOS DE ORAÇÃO:

1. Que Deus cesse a pandemia do COVID-19 [coronavírus]
2. Que Deus guarde a saúde dos profissionais envolvidos no combate ao contágio, no tratamento dos enfermos e na pesquisa do tratamento desse vírus.
3. Que Deus dê sabedoria aos governos federal, estadual e municipal nas ações preventivas e remediativas ao combate do COVID-19.
4. Que Deus abençoe a economia do nosso país, estado e município que sofrerá o impacto da paralisação das fábricas, lojas e todas as empresas estatais e privadas.
5. Que Deus abençoe a recuperação da saúde dos que estão/serão contagiados com o vírus.
6. Que Deus console os familiares que perderam ente queridos nessa pandemia.
7. Que Deus promova o temor e prudência em cada cidadão para que coopere, cuidando e esforçando-se para não contrair, nem transmitir o vírus.
8. Que Deus guarde a cada um de nós do contágio, em especial, àqueles irmãos e familiares que fazem parte do grupo de risco.
9. Que Deus desperte o seu povo, neste momento de temor, para uma mais sincera, contínua e verdadeira vida de oração.
10. Que Deus nos conscientize, durante esse momento de isolamento em nossas casas, que “como é bom e agradável viverem unidos os irmãos!”(Salmo 133.1). Que o Senhor promova o sincero desejo de congregarmos, quando for possível, para agradecermos e adorarmos à Deus, bem como ouvirmos à fiel exposição da Palavra de Deus.
11. Que Deus guarde o nosso coração e mente em Cristo, fazendo-nos confiar no seu soberano governo e usufruir da paz que excede todo entendimento em Cristo Jesus.

Aproveitemos o tempo para orar.

Pr Ewerton B. Tokashiki

21 março 2020

Preservando a nossa vida e a do próximo

Há um ditado que diz “É cada um por si e Deus por todos”. O individualismo egoísta é vergonhosamente pecaminoso! É uma declaração de indiferença com o bem-estar do nosso próximo. Na verdade é a negação frontal do segundo maior mandamento, isto é, “amar o próximo como a ti mesmo” (Mc 12.31). O cuidado com a qualidade de vida é algo que devemos buscar não somente para nós, mas para todos quanto pudermos beneficiar.

O Catecismo Maior de Westminster na pergunta 135, traz: Quais são os deveres exigidos no sexto mandamento? E, nos responde que: “Os deveres exigidos no sexto mandamento são todo empenho cuidadoso e todos os esforços legítimos para a preservação de nossa vida e a de outros, resistindo a todos os pensamentos e propósitos, subjugando todas as paixões, e evitando todas as ocasiões, tentações e práticas que tendem a tirar injustamente a vida de alguém; por meio de justa defesa dela contra a violência; por paciência em suportar a mão de Deus; sossego mental, alegria de espírito e uso sóbrio da comida, bebida, remédios, sono, trabalho e recreios; por pensamentos caridosos, amor, compaixão, mansidão, benignidade, bondade, comportamento e palavras pacíficos, brandos e corteses; a longanimidade e prontidão para se reconciliar, suportando pacientemente e perdoando as injúrias, dando bem por mal, confortando e socorrendo os aflitos, e protegendo e defendendo o inocente.” A sabedoria dos nossos pais da Assembleia de Westminster reflete todo o ensino bíblico dos nossos deveres com o nosso próximo.

Somos ordenados por Deus a promover a preservação da nossa vida e a de outros com a melhor qualidade possível. Devemos evitar qualquer ato, coisa, ou situação que possibilite enfermidades, empobrecimento, prejuízos, a má qualidade de vida ou a morte de qualquer pessoa. Deus nos chama para promover a paz, alegria e a prosperidade que a obediência do evangelho oferece. Se amamos a Deus acima de todas as coisas, também amaremos o nosso próximo como a nós mesmos.

12 março 2020

Respondendo às crianças acerca da meditação oriental e Yoga

por Marcia Montenegro


O que podemos concluir acerca da prática da Meditação Oriental?

Uma mãe perguntou recentemente como explicar para o seu filho que assistiu “Kung Fu Panda” que a meditação oriental naquele desenho animado não é uma boa ideia. Eu não sei a idade da criança, mas baseado no fato do tipo de programa que ela assistiu, eu deduzo que tenha entre 7 a 8 anos. Esta resposta também seria adequada para as idades de 8 e 9 anos:

“Meditação na Bíblia significa pensar na Palavra de Deus depois que a lemos e pensar no que Deus fez por nós. Mas meditação em outras religiões, como no Kung Fu Panda, significa fazer com que a sua mente não pense, para que você facilmente não tenha nenhuma ideia de Deus. É claro que as pessoas que fazem isso não entendem que essas ideias não são de Deus, porque não creem em Deus, ou eles têm deuses diferentes.”

Aquela mãe ficou satisfeita com esta resposta.

Há muito tempo que em filmes, programas de TV e livros para crianças que se promovem a espiritualidade oriental, seja a meditação como a do "Kung Fu Panda", outras formas de meditação ou Yoga. Parte disso é ocorre até mesmo em escolas cristãs. Ultimamente, vários pais me contataram sobre Yoga na escola cristã de seus filhos.

Muitos programas fazem isso há vários anos. Há cerca de 12 anos, escrevi um artigo sobre a série de TV chamada “Avatar: The Last Airbender”, que promoveu fortemente o contato espiritual, o contato com os mortos, a reencarnação, a feitiçaria e outros conceitos ocultos e orientais.

Os pais precisam estar cientes de que seus filhos provavelmente serão expostos a esses conceitos e estar preparados para falar com eles, mesmo que a criança não pergunte sobre isso. Se você sabe que seu filho está assistindo esse tipo de série, por favor, converse com ele. Caso contrário, essas ideias só serão reforçadas ao longo do tempo, porque existem muitas fontes que promovem essas crenças.


E, posso fazer Yoga?

Apresento uma resposta acerca do que é Yoga:

“O Yoga não é exercício, embora muitas pessoas pensem que seja. É uma prática procedente de um país chamado Índia e uma religião chamada hinduísmo. Embora pareça exercício, na verdade é uma maneira dos hindus adorarem o que pensam serem seus deuses. Para algumas pessoas acham que é uma maneira de se aproximar de Deus e serem especiais para ele de uma maneira religiosa. Sabemos que a única maneira de estar perto de Deus é conhecendo e confiando em Jesus Cristo, e Ele é tudo o que cada pessoa necessita e todos precisam de Jesus. O Yoga leva as pessoas para uma direção longe de Jesus Cristo.”

Obviamente, você pode modificar essa explicação para que se torne mais compreensível para uma criança. No caso de crianças mais velhas dê mais detalhes, se lhe parecer proveitoso.


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CANA Resources for Adults
Avatar: The Last Airbender
https://cutt.ly/XtuhQ0g

Out of Your Mind: Meditation and Visualization
https://cutt.ly/stuhR7u

The Basic Spirituality of Yoga
https://cutt.ly/stuj9af

Book by Marcia Montenegro for adults about the occult and talking to children about it _Spellbound: The Paranormal Seduction of Today’s Kids
https://cutt.ly/GtuhFmS

**For some reason, the prices from Sellers is very high but it is available on Kindle for $9.99

This page on the CANA site on _SpellBound_ lists the chapter titles and gives a bit more information:
https://cutt.ly/btu3zCH


Traduzido por Pr Ewerton B. Tokashiki
Extraído da página de Christian Answers for the New Age https://www.facebook.com/103502882236/posts/10156605543562237/ acessado em 11/03/2020.

17 fevereiro 2020

Exposição devocional do Catecismo de Heidelberg - Q/R 19

Catecismo de Heidelberg – Pergunta 19. Como você sabe isto?
R. Pelo santo Evangelho, que o próprio Deus, de início, revelou no paraíso. Depois mandou anunciá-lo pelos santos patriarcas e profetas e, de antemão, o representou através dos sacrifícios e das outras cerimônias do Antigo Testamento. Finalmente, o cumpriu por seu único Filho (Gn 3.15; 12.3; 22.18; 26.4; 49.10; Is 42.1-4; 43.25; 49.6; Is 53; Jr 23.5-6; Jr 31.32-33; Mq 7.18-20; Jo 5.46; At 3.22-24; At 10.43; Rm 1.2; Hb 1.1; Cl 2.17; Hb 10.1,7; Rm 10.4; Gl 3.24; Gl 4.4-5; Cl 2.17).

O verdadeiro conhecimento Deus é revelado na Escritura Sagrada. Embora os céus proclamam a sua glória, e a criação revela os atributos invisíveis tornando os homens indesculpáveis por não adorarem somente a Deus (Sl 19.1-6 e Rm 1.18-21), o conhecimento das três Pessoas da Trindade e a obra do decreto, providência, redenção e consumação somente encontramos na Palavra de Deus. Por isso, a Escritura é indispensável para sabermos quem Deus é, o que ele faz e qual o seu propósito para nossa vida.

O conhecimento que obtemos de Deus somente é possível por meio de Cristo. A Escritura declara que o Filho é o Verbo (Jo 1.1-14 e 1Jo 1.1-4). Isso significa que ele era a Palavra que chamou à existência toda a criação, que definiu significado, ordem e valor de todas as criaturas, que chamou e falou na boca dos profetas da antiga aliança, quem revela o Pai (Mt 11.25-27) e a sua obra torna-se na mensagem do pacto da graça para a salvação dos eleitos de Deus (Ef 1.12-13).

A história da redenção é desenvolvida no cumprimento do pacto da graça. Todos os eventos registrados na Escritura Sagrada relatam a graça salvadora do Senhor destinadas aos seus eleitos desde Adão até as revelações do livro de Apocalipse. O pacto esteve sob dois modos de administração que chamamos o antigo e novo pacto. Na administração do antigo pacto os três ofícios eram realizados por homens falíveis. Apesar de serem homens comuns a sua mensagem não era mera palavra de homens, mas a palavra de Deus para a salvação pela fé (2Pe 1.19-21). Eles foram chamados para cumprirem tarefas sob a autoridade de Cristo, e o próprio Filho de Deus falava por meio deles. Havia uma estrutura pesada e carregada de cerimônias que apontavam para o salvador prometido, que cessa com a transição na nova administração do pacto.

A vinda de Cristo realizou a inauguração do reino de Deus. Encontramos em todo o Novo Testamento a consumação e aplicação da obra do Filho de Deus. O Deus-homem que reconciliou pecadores com o santo Deus, perdoando-os de seus pecados e tornando-os beneficiários do amor do Pai. Ele se tornou verdadeiro homem, para que pecadores se tornassem filhos de Deus, recebendo a sua maravilhosa graça.

31 dezembro 2019

Exposição devocional do Catecismo de Heidelberg - Q/R 18

Catecismo de Heidelberg – Pergunta 18. Mas quem é esse Mediador que, ao mesmo tempo, é verdadeiro Deus e verdadeiro homem e homem justo?
R. O nosso Senhor Jesus Cristo, que nos foi dado para completa salvação e justiça (Jr 23.6; Mt 3.1; Rm 8.3; Gl 4.4; 1Jo 5.20; Lc 1.42; Lc 2.6-7; Rm 1.3; Fp 2.7; Hb 2.14,17; Hb 4.15; Is 53.9,11; Jr 23.5; Lc 1.35; Jo 8.46; Hb 4.15; Hb 7.26; 1Pe 1.19; 1Pe 2.22; 1Pe 3.18; Mt 1.23; Lc 2.11; Jo 1.1,14; Jo 14.6; Rm 9.5; 1Tm 2.5; 1Tm 3.16; Hb 2.9; 1Co 1.30; 2Co 5.21).

Jesus é verdadeiro Deus. A sua divindade é manifesta em seus atributos de eternidade (Jo 1.1; 8.58 e 17.5), onisciência (Jo 16.30; 21.17), onipotência (Jo 5.19) e imutabilidade (Hb 1.12; 13.8); em sua soberania divina participou da criação (Jo 1.3; Cl 1.16), e da providência (Cl 1.17); ele exerceu autoridade divina para perdoar pecados (Mt 9.2; Lc 7.47), ressuscitar mortos (Jo 5.25; 11.25) e julgar (Jo 5.22); ele mereceu adoração (Mt 14.33; 28.9; Jo 20.28-29); ele é a expressão exata do Ser de Deus (Hb 1.3; Cl 1.15); e, por isso, reivindicou ser Deus (Jo 8.58; 10.30; 17.5).

Jesus é verdadeiro homem. Ele teve um nascimento humano (Mt 1.18-2.11; Lc 1.30-38); cresceu e se fortaleceu (Lc 2.50-52); exerceu capacidades próprias de um homem (Mt 26.38; Mc 2.8); sofreu limitações, como fome (Mt 4.2; 21.18), sede (Jo 19.28), cansaço (Jo 4.6) e foi tentado (Mt 4; Hb 2.18); e diversas vezes foi chamado de homem (Jo 1.30; 4.9; 10.38). Ele revelou um caráter perfeitamente justo (Lc 1.35), não cometeu pecado (1Pe 2.22), sempre agradando ao Pai (Jo 8.29); a sua humildade foi insuperável (Fp 2.5-8), conhecido por sua verdadeira mansidão (Mc 11.29); foi um trabalhador incansável (Jo 5.17; 9.4), e demonstrou aos seus discípulos, na prática, como orar (Mt 14.23; Lc 6.12).

Jesus é o tema de toda a Bíblia: Ele é a semente da mulher (Gn 3.15); o cordeiro pascoal (Êx 12.5-6); o sacrifício expiatório (Lv 1.3-6); a rocha ferida (Nm 20.11); o grande profeta de Deus. (Dt 18.15); o príncipe do exército do SENHOR (Js 5.14-15); o nosso libertador (Jz 2.16); o nosso resgatador (Rt 2.1; 3.2); a nossa vitória (1Sm 17.47); o descendente de Davi (2Sm 7.11-13); o doador da sabedoria (1Rs 3.12; 4.29); o reis dos reis (2Rs 11.9, 21); o rei de Deus (1Cr 29.23, 32); o que faz aliança (2Cr 7.14); o nosso auxílio, Senhor dos céus e da terra (Ed 1.2); o nosso ajudador (Ne 1.11); o conselheiro sofredor (Et 3.5-6); o nosso redentor vivo (Jó 19.25); o guarda de Israel (Sl 121.4); a sabedoria de Deus (Pv 8.12, 22, 35); o verdadeiro sentido da existência (Ec 12.1); o amado (Ct 2.16); o servo sofredor (Is 53.2-4); a nossa justiça (Jr 33.16); o varão de Deus (Lm 1.2; 3.1); o pregador rejeitado (Ez 1.1-3.27); o rei eterno (Dn 2.24; 7.14); o que cura as feridas (Os 14.4); o que habita em Sião (Jl 3.17); o teu Deus, oh Israel (Am 4.12); o Senhor no seu reino (Ob 1.21); o profeta ressuscitado (Jn 1.17; 2.6); o nascido em Belém (Mq 5.2); o que leva as boas novas (Na 1.15); o Senhor no seu santo templo (Hc 2.20); o Senhor que está no meio de ti (Sf 3.17); o desejado de todas as nações (Ag 2.7); o preço do cordeiro (Zc 11.12); o sol da justiça (Ml 4.2); o rei Messias (Mt 2.2); o servo de Deus (Mc 1.11); o Filho do homem (Lc 19.10); o Filho de Deus (Jo 19.7); o doador do Espírito Santo (At 1.8); aquele que nos torna justo aos olhos da lei (Rm 8.1-4); as primícias dos que dormem (1Co 15.20); a graça de Deus (2Co 12.9); o verdadeiro evangelho (Gl 1.11-12); toda armadura de Deus (Ef 6.10-11); o que supre as necessidades (Fp 4.13); o cabeça da Igreja (Cl 1.18; 2.19); o vingador de todas as coisas (1Ts 4.6); o fiel protetor (2Ts 3.3); o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5); o Senhor e Justo Juiz (2Tm 4.8); a graça salvadora de todos os homens (Tt 2.11); o Senhor que intercede por nós (Fm 1.10); o autor e consumador da fé (Hb 12.2); o dom perfeito vindo de Deus (Tg 1.17); a pedra principal (1Pe 2.7); o Senhor que nos concede a entrada no seu reino (2Pe 1.11); aquele que se manifestou para desfazer as obras do diabo (1Jo 3.8); a fonte da verdadeira doutrina (2Jo 9); o nome que garante a vitória (3Jo 7); o único Soberano e Senhor (Jd 4); o Rei dos reis, e Senhor dos senhores (Ap 19.16).

Ele disse de si mesmo: “eu sou o pão da vida” (Jo 6.35); “eu sou a luz do mundo” (Jo 8.12); “eu sou a porta das ovelhas” (Jo 10.7); “eu sou o bom pastor” (Jo 10.11); “eu sou a ressurreição e a vida” (Jo 11.25); “eu sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14.6); “eu sou a videira” (Jo 15.1); “eu sou o primeiro e o último” (Ap 1.17). Ele é o nome que está acima de todo nome (Ef 1.21; Fp 2.9). Jesus Cristo é o “EU SOU” (Jo 8.56-58, veja Êx 3.13-15).

27 dezembro 2019

Como foi o seu ano de 2019?

Hoje é o último Domingo de 2019. Nesta semana encerramos o ciclo de mais um ano da nossa vida. Talvez, devido à correria e muitas preocupações não avaliamos a importância do que ocorreu entre nós neste ano. Mas o salmista nos instrui a pedir que Deus nos ensine “a contar os nossos dias para que o nosso coração alcance sabedoria” (Sl 90.12). A sabedoria não vem pela mera soma dos anos, mas por meio do contentamento da providência de Deus. Jacó deu um mau testemunho, quando Faraó lhe perguntou: “Quantos anos o senhor tem?” E, infelizmente respondeu: “São cento e trinta os anos da minha peregrinação. Foram poucos e difíceis e não chegam aos anos da peregrinação dos meus antepassados” (Gn 47.7-9). Não foi a melhor resposta para um homem experimentado, que conhecia ao Deus da aliança. Há amargura em suas palavras e, por isso, lhe faltou sabedoria, e ele deixou de glorificar a Deus em sua resposta. Lembre-se “a murmuração é um cântico de louvor ao demônio” [Thomas Watson].

Não podemos duvidar da bondade do Senhor quando as coisas dão errado. A nossa frustração, ou a aparente demora de acontecimentos bons, ou ausência de motivos de alegria, não significa que Deus nos ame menos. A insegurança não pode nos escravizar na incredulidade. É por isso que a Palavra de Deus nos ordena que “não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seus corações e as suas mentes em Cristo Jesus” (Fp 4.6-7). Há muito o que acontecer até que sejamos mais parecidos com o nosso Redentor. Deus está agindo mesmo quando não vemos.

Temos a compreensão de que Cristo Jesus, soberanamente, conduz todas as coisas cumprindo o seu perfeito propósito? Realmente cremos que os momentos de alegrias e tristezas, saúde e doença, vitórias e fracassos, foram instrumentos para que fôssemos moldados por suas poderosas mãos (Jr 18.1-6)? Cremos que, verdadeiramente, as pressões da vida são os dedos do Oleiro nos conformando à imagem de Cristo (Rm 8.28-29). Somos nutridos com a certeza de que “aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6). Voltando à pergunta inicial: como foi o seu ano de 2019? Neste tempo você se tornou mais crente, fiel, servo, consagrado, grato, e mais dependente do SENHOR Deus? Ou, a sua resposta resultará em palavras de amargura?

28 novembro 2019

Quatro motivos de John Owen para a vida de oração do pastor

Escrito por Rev. Roycroft Andrew

John Owen entendeu as exigências e privilégios do ministério. Em um valioso sermão pregado num culto de ordenação na sexta-feira de 8 de Setembro de 1682, ele expôs em termos desafiadores e práticos o que realmente é a tarefa do pastor. Em sua mente, estava a necessidade urgente de ministros orarem. Nesta parte, examinaremos os motivos que ele nos fornece para orar e pensaremos no que um pastor deve orar num artigo posterior.

Os motivos da oração são:

1. A oração é a prova de que estamos cumprindo nossos deveres ministeriais plenamente

Owen está convencido de que a oração é inflexível, de que a oração é a medida de um homem verdadeiramente cumprindo o seu ministério. "Deixe-o pregar o quanto quiser, visitar o máximo que puder, conversar o quanto conseguir”, mas sem oração não há evidência de que ele esteja verdadeiramente cumprindo o seu ministério.

2. Este é o caminho pelo qual abençoamos nossas congregações

A habilidade do ministro de abençoar o seu povo não é autoritária (não é algo que ele administra), mas desejável e declarativa. A única maneira pela qual podemos ver a verdadeira bênção recair sobre o povo de Deus, é pedir-lhe que o conceda. Este é um ótimo motivo para orar.

3. Nenhum ministro no mundo pode manter o seu amor pela igreja se ele não ora por eles

O ministério pastoral significa que o pregador está em contato com as melhores e piores condutas e atitudes cristãs. Ele encontrará muitos motivos para o desencorajamento, à medida que pastoreia as almas dos que estão sob seus cuidados e "nada é capaz de manter o seu coração com amor inflamado em relação a eles, se não estiver orando por elas continuamente”.

4. Deus nos ensinará o que devemos pregar ao nosso povo através da oração

Orando pelos crentes, o pregador está constantemente trazendo à sua mente quais são as necessidades mais profundas da congregação, e isto, por sua vez, afeta o seu pensamento sobre o que ele pregará — “quanto mais oramos por nosso povo, melhor nos será instruído o que pregar a eles".

Para muitos de nós, no ministério, o tempo e a aplicação à oração é a batalha mais difícil de todas, e as palavras de Owen nos dão grande incentivo para buscar a face de Deus em favor daqueles a quem ministramos — é crucial para a alegria de nossos corações, a saúde de nossas almas, a eficácia da nossa pregação e o bem dos nossos ouvintes.
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Extraído do site:https://banneroftruth.org/uk/resources/articles/2018/john-owens-four-motives-for-the-pastors-prayer-life/
Traduzido por Rev. Ewerton B. Tokashiki

01 novembro 2019

Exposição devocional do Catecismo de Heidelberg - Q/R 17

Catecismo de Heidelberg – Pergunta 17. Por que o Mediador deve ser, ao mesmo tempo, verdadeiro Deus?
R. Porque, somente sendo verdadeiro Deus, Ele pode suportar, como homem, o peso da ira de Deus, e conquistar e restituir, para nós, a justiça e a vida. (Is 9.6; Rm 1.4; Hb 1.3; Is 53.4,11; Dt 4.24; Sl 130.3; Na 1.6; Is 53.5,11; Is 54.8; Jo 3.16; At 20.28; 1Pe 3.18).

Jesus Cristo é Mediador duma aliança que é eterna. Deus antes da fundação do mundo (Ef 1.3) preparou “toda sorte de bençãos” àqueles que ele escolheu em Cristo. Só Deus existia antes de criar qualquer coisa (Jo 1.1-2), ninguém além dele estava lá, e somente as três Pessoas da Trindade se relacionavam perfeitamente entre si. Deus o Pai, obrigou-se a dar ao Filho, mediante obediência perfeita, um número de eleitos que seria a sua recompensa (Ef 1.14; 1Pe 2.9-10). Ninguém além do Filho poderia satisfazer suficientemente todas as exigências infinitamente perfeitas do Pai. O Pai prometeu ao Filho, e a nenhum outro, um povo. Por isso, enquanto cumpria a sua obra redentora, Cristo pode reivindicar aqueles que o Pai lhe deu (Jo 17.2, 6, 7, 9, 24; 18.9). E por “estes” somente Cristo intercedeu, quando o nosso Senhor orou, dizendo: “eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós” (Jo 17.11).

O Mediador deveria suportar a ira de Deus, porque o pecado do seu povo cairia sobre ele. O profeta Isaías predisse que “ao Senhor agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando der ele a sua alma como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade e prolongará os seus dias; e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniquidades deles levará sobre si. Por isso, eu lhe darei muitos como a sua parte, e com os poderosos repartirá ele o despojo, porquanto derramou a sua alma na morte; foi contado com os transgressores; contudo, levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores intercedeu” (Is 53.10-12). Ele amou àqueles que o Pai lhe deu, e somente por eles sofreu, suportou a ira, e morreu recebendo a punição do pecado. Ele recebeu a nossa punição, por isso, “já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). Ele como Mediador recebeu uma promessa num pacto eterno, a fim de obter aqueles que o Pai lhe daria, e por estes o Filho obedeceria toda a Lei, produzindo justiça, para que a favor deles pudesse redimi-los da condenação. O Senhor Jesus morreu por aqueles que o Pai lhe deu, e somente por estes ele intercedeu, e todos estes serão a sua recompensa.

Somente o Filho poderia merecer a justiça para todos que o Pai lhe deu. Os atributos divinos do Filho potencializaram a obra redentora do Cristo. Se ele fosse apenas um homem perfeito, a sua obra teria valor finito, como finita é toda criatura. Entretanto, o Filho de Deus é Deus, e seus atributos incomunicáveis potencializaram a sua obra por todos aqueles por quem ele morreu. A segunda Pessoa da Trindade é eterno, infinito, perfeito, imutável e autossuficiente em todo o seu Ser. Assim, a sua obra foi suficiente para salvar todos os que o Pai escolheu nele antes da fundação do mundo. Os eleitos foram amados, e no Amado, receberam o amor do Pai de modo infinito, perfeito, imutável e suficiente. Somente Deus pode satisfazer a si mesmo.

Apenas Filho de Deus obtém para dar a vida. A morte espiritual é a separação da comunhão com Deus. Por isso Isaías disse que “as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Is 59.2, veja também Ef 2.1-3). Somente Deus nos reconciliar consigo, concedendo-nos a vida. O Senhor Deus nos diz que “dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis. Habitareis na terra que eu dei a vossos pais; vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus” (Ez 36.26-28); e Paulo reconheceu que “estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, — pela graça sois salvos” (Ef 2.5). Somente pela morte e ressurreição do Filho de Deus podemos receber a sua vida eterna.

24 agosto 2019

Exposição devocional do Catecismo de Heidelberg - Q/R 16

Catecismo de Heidelberg – Pergunta 16. Por que o Mediador deve ser verdadeiro homem e homem justo?
R. Deve ser verdadeiro homem, porque a justiça de Deus exige que o homem pague o pecado do homem. Deve ser homem justo, porque alguém que tem seus próprios pecados, não pode pagar por outros. (Is 53.3-5; Jr 33.15; Ez 18.4,20; Rm 5.12-15; 1Co 15.21; Hb 2.14-16; Sl 49.7; Hb 7.26-27; 1Pe 3.18).

Cristo na encarnação assumiu a nossa completa natureza humana. O Filho de Deus ao encarnar possui um corpo e alma, e todas as suas qualidades. Ele não só se torna humano, mas verdadeiro e perfeitamente humano. Declarando a ortodoxia dessa doutrina o Credo de Calcedônia [451 d.C.] afirma que na encarnação há “Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, inseparáveis e indivisíveis; a distinção das naturezas de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só pessoa e subsistência”. O Filho de Deus ao se encarnar não se tornou num ser híbrido, meio divindade e metade humanidade, nem houve uma mistura das duas naturezas. Ele tem inseparavelmente unidas as duas naturezas, sem que a divindade se torne humanizada, ou a humanidade seja divinizada. Jesus Cristo é, em sua a encarnação, verdadeiramente Deus e verdadeiramente humano.

O Senhor Jesus experimentou uma vida perfeita como verdadeiro homem. Embora foi tentado e sofreu à nossa semelhança (Hb 4.15); entretanto, nunca pecou, nem se rebelou contra o Pai, mas submeteu ao propósito eterno, cumprindo toda vontade do Pai (Jo 4.34; 5.30 e 6.38). Ele não foi tentado como Deus, porque a divindade não pode ser tentada (Tg 1.13), mas em sua humanidade foi exposto aos ataques e artimanhas de Satanás (Lc 4.1-13). Ele nunca usou os seus poderes divinos a seu favor, apesar de ser verdadeiro Deus, mas fez-se reconhecido como servo, humilhando-se em tudo, desde a encarnação até o sepultamento (Fp 2.5-8). Ele nunca fez um milagre sequer para beneficiar-se, nem venceu as tentações com o poder divino, nem resistiu as tentações comunicando alguma qualidade divina para a sua humanidade. O Filho de Deus triunfou sobre os seus inimigos evidenciando que Ele é verdadeiro homem, a fim de que, nele, sejamos conformados à sua imagem.

Era necessário, pelo decreto eterno do Pai, que o Filho se tornasse membro da raça humana e, como um verdadeiro homem, cumprisse o pacto das obras que o primeiro Adão falhou obedecer (Rm 5.12-21). Por isso, Cristo como o segundo Adão satisfez todas as exigências da Lei de Deus, produzindo a justiça, bem como as virtudes e dons necessários para merecer a aceitação em favor daqueles que o Pai lhe deu (Rm 8). Ele cumpriu perfeitamente a lei, suportou todo o sofrimento que lhe estava proposto, venceu Satanás, e foi vitorioso sobre a morte. Ele provou ser justo em todas as coisas! O Senhor Jesus pagou pelo pecado dos seus eleitos, obedecendo, morrendo e ressuscitando em seu lugar, e desse modo, merecendo-lhes a vida eterna!