10 abril 2006

Eu sou apaixonado pela minha esposa


Fico feliz de poder dizer eu amo a minha esposa, porque ela é a minha esposa. Creio firmemente que Deus a colocou em minha vida para suprir todas as minhas necessidades e para me auxiliar a crescer, e tenho certeza que com ela também é assim. Creio, que não sei viver sem ela. Entretanto, deve ser muito triste para algumas pessoas que convivem há anos, e entre o nascimento do primeiro do dente do bebê e a sua formatura na faculdade (ou antes), perderam o amor conjugal um pelo outro, e há muito tempo não experimentam mais a paixão. Não estou ignorando a diferença entre amor e paixão, mas, no casamento elas não podem ser divorciadas!

Eu e minha amada, temos o hábito de sempre que dizemos que amamos um ao outro, temos que em seguida justificar o por que deste amor! Todo ser humano ama condicionalmente. Somente Deus é livre em seu amor e pode nos capacitar a amar incondicionalmente. Então, por sermos condicionados, precisamos alimentar o amor e estimulá-lo usando recursos românticos, não guardando ressentimentos e curando com o perdão. Certamente esta lista de preceitos continuaria com muitíssimas outras importantes reinvindicações para um casamento saudável.

Existem alguns problemas que podem desgastar e enfraquecer, e mesmo que o amor no casamento não se acabe, é possível enfraquecê-lo, a ponto de torná-lo quase desapercebido:

1. O contágio da rotina
Algumas pessoas se acostumam uma com a outra de tal modo, que perdem a graça e a beleza de estarem juntas. A paixão, o suspiro, a alegria da companhia, se perderam em meio à rotina do dia a dia. Parece que elas não sabem que é no casamento que o namoro de verdade começa! Em geral, os casais não estão cientes da apatia, e do perigo que correm sem o elemento paixão no casamento. Um autor disse que "a carência de paixão no casamento cria um ambiente em que os cônjuges são facilmente tentados pelos desejos normais que acabam sendo poluídos pelo pecado" (W. Grudem & D. Rainey, Família Fortes, Igrejas Fortes, p. 49). A falta de desejo direcionado um ao outro, abre a possilidade para que o desejo perca o seu alvo, se redirecionando pecaminosamente. Ao cessar o desejo e a atração, tanto física quanto afetiva de um pelo outro, o casal está cultivando desapercebidamente um solo fértil para o adultério.

2. Os conflitos não resolvidos
Todos concordam que pedir perdão é algo maravilhoso até que se tenha que fazê-lo! Sem perdão o casal nunca resolve as amarguras. Ruth Bell Graham disse que "o matrimônio é a união de duas pessoas que exercitam o perdão." Como pastor, toda vez que celebro um casamento, faço questão de lembrar aos noivos, que esta "é a união de pecadores, e não de dois anjos". O amor e a amargura são sentimentos contrários, e a mistura deles torna o relacionamento um caos.

3. O descontrole financeiro
Se existe uma área que gera conflito dentro do casamento são as finanças! A crise financeira, seja qual for a causa, trás muitos transtornos, frustrações e ansiedade excessiva, apagando a paixão e inibindo até mesmo o libido. Este descontrole financeiro pode ser causado por uma situação inesperada, como o desemprego, ou uma enfermidade; mas, que também pode ser gerado por irresponsabilidade, consumismo, falta de planejamento, etc. No dia da celebração do casamento todos juram publicamente viver juntos "na pobreza e na riqueza", mas às vezes, não estão preparados para o que estão declarando, o teste de fogo acontece na primeira dívida.

Não é minha proposta levantar todos os pormenores desta questão, e propor uma solução de forma tão superficial. Mas, minha intenção é apenas evidenciar como temos muitos motivos para perdermos a nossa paixão no casamento e tornarmos apáticos um com o outro. Conscientes disto quero lançar alguns desafios para os casais. Entretanto, ao mesmo tempo, é minha oração que você, no seu casamento, seja inflamado com santa paixão pelo seu cônjuge. Desejo que o Senhor te desperte, motive e avive o amor enamorado pela pessoa que você fez juras de amor eterno. Reflita nestas propostas para que você possa renovar o afeto no seu casamento:

1. Olhe mais nos olhos.
2. Comunique-se com assuntos relevantes e os menos importantes também.
3. Converse com o seu cônjuge e acerca dele. Não fale apenas com ele sobre outros, coisas, ou acontecimentos, mas dirija-se à ele tencionando atingir o seu coração.
4. Procure compreender o seu companheiro.
5. Valorize o que ele é e faz.
6. Seja romântico, sem ser brega, ou sem cair no ridículo.
7. Demonstre mais afeição física.
8. Seja mais solidário nos momentos de fraqueza, enfermidade e tristeza.
9. Demonstre sincero interesse pelo que o outro tem a dizer.
10. Faça com que o outro se sinta sexualmente atraente.
11. Orem e estudem a Escritura juntos.
12. Valorize e priorize o tempo que estiverem juntos.
13. Descubra as necessidades reais que o teu cônjuge tem.
14. Seja confiável pela transparência.
15. Não grite um com o outro.
16. Não faça comparações negativas. Cada pessoa é singular.
17. Não seja omisso no seu papel no lar.
18. Não permita que a apatia continue desenvolvendo.
19. Não deixe que os conflitos aumentem, nem se cristalizem.
20. Não se prendam ao dinheiro de modo que o seu amor esteja condicionado por ele.

Um comentário:

Baltazar disse...

Gostei do artigo. São conselhos simples e úteis que ajudam muito os casais novos e velhos. Que Deus te abençõe muito no seu casamento para que ele seja um testemunho vivo aos lares da igreja.
P.S. Eu tb sou apaixonado pela minha esposa. Abraço.
Seu amigo e conservo Baltazar