10 abril 2006

Cuidando da ternura no lar


Quando falta a ternura no lar é um sinal de que as coisas não estão bem. A liberdade que o casal conquista com o passar dos anos de convivência não autoriza a mútua agressão. A comum desculpa de que houve desgastes no casamento, e de que o relacionamento tornou-se instável, não é motivo para se desistir de investir no casamento. Não podemos ignorar que nuvens carregas acompanham um lar onde a ternura não brilha.

É doloroso quando o carinho passa a ser traduzido como sendo um meio de se conseguir algum interesse. Todo homem e mulher deseja que o seu cônjuge demonstre amor com naturalidade. Ninguém é objeto de ninguém. Doamos-nos uns aos outros num relacionamento de aceitação, confiança e cuidado mútuo. A afetividade não deve ser confundida com o ato sexual. Sexo é um dom de Deus, mas o sexo nem sempre é a expressão exata da ternura entre o casal. A esposa do tão conhecido teólogo de Princeton B.B. Warfield, ficou paralítica no início do casamento, e ele foi conhecido não somente como um teólogo ortodoxo, mas por ser um fiel e exemplar marido. O seu cuidado pela sua esposa transparecia o temor e amor que ele tinha por Cristo. Apesar de muitos considerarem uma tragédia não poder viver a plenitude do casamento, mas a felicidade não era ausente do seu lar.

Carinho é tão bom! Confesso que é muito prazeiroso quando a minha filhinha Rebeca sorri prá mim, meu coração é tocado por um poder indescritível, tão real quanto motivador. Deus nos criou para o exercício permanente desses sentimentos. Quando nos privamos deles ficamos doentes, amargos e anestesiados pela indiferença. Mas, quando nutrimos todos os dias, mesmo que pequenas atitudes de afeto, este cuidado tão essencial para o nosso coração descobrimos um ambiente muito mais receptivo e alegre.

Infelizmente, estamos vivendo uma geração isolada que está desaprendendo "a arte" do carinho. As pessoas estão apressadas demais, demasiadamente ocupadas, e perigosamente distraídas a ponto de não saberem mais como tocar sem machucar, falar sem ofender, olhar sem despresar, endurecer nem perder a ternura! Chegam em casa depois de uma cansado e estressante dia de trabalho, tomam banho, jantam e vão assistir TV. O que se conversa no intervalo de cada movimento dentro da casa, entre a ida ao banheiro, e do quarto para a copa, a sala e depois de volta ao quarto, é simplesmente o que os outros disseram, e prá findar a TV fala por todos o que não se sabe mais o que dizer. Assim, termina o dia com um desatento "boa noite". Quero convidar os casais a lerem juntos o livro de Cantares. Ali verificarão que mesmo alguém tão ocupado quanto um rei tinha ternura suficiente para criar poemas e juras de eterno amor para a sua amada.

Minha oração é que Deus te dê discernimento para que você cuide da ternura do seu coração.

Um comentário:

Anônimo disse...

Aprendi muito