25 agosto 2026

3 coisas a considerar antes de começar a namorar ou iniciar um relacionamento com vistas ao casamento

 Por Lindsey Stomberg

 Estamos casados ​​há quase duas décadas. Frequentemente, recordo o tempo de namoro e os primeiros anos do nosso casamento, pensando em como as coisas teriam sido diferentes se soubéssemos o que conhecemos hoje.

Quando duas pessoas se tornam uma só, Deus santifica ambos os indivíduos no relacionamento conjugal à medida que une os seus corações. Ao longo dos anos, cometemos muitos erros devido ao nosso egoísmo e à nossa falta de conhecimento. Essa constatação nos leva a compartilhar com aqueles que desejam se casar as armadilhas comuns a muitos jovens adultos, a fim de ajudá-los a evitar erros semelhantes.

Aqui estão algumas coisas que gostaríamos de ter aprendido antes de nos casarmos.

1. O namoro moderno não é um modelo bíblico para buscar um cônjuge.

O namoro não é um conceito estranho para nós, pois não conhecíamos outra realidade até depois de casados. Era o padrão entre nossos pares. Crescemos em lares cristãos muito conservadores, aprendendo valores cristãos também muito conservadores. De fato, acompanhamos a ascensão e a queda do movimento da pureza na igreja evangélica em geral. Vimos tanto os seus benefícios quanto as suas muitas falhas.

Essas falhas não ocorreram porque o princípio da pureza sexual estivesse errado, mas sim pela maneira como o movimento demonizava o sexo e não preparava adequadamente homens e mulheres para seus papéis bíblicos no contexto do casamento. Ele gerava a culpa e a vergonha adequadas, mas não oferecia a estrutura necessária para que as pessoas realmente evitassem a imoralidade. Apenas ensinar valores cristãos, sem a devida prestação de contas, não bastava para garantir a pureza. Incutir medo em vez de sabedoria foi uma receita para o desastre e o trauma para muitos. Tornou-se muito difícil para muitos virar a página e abraçar uma vida sexual saudável no casamento, quando haviam sido ensinados apenas a temer ou desconfiar do sexo.

Qual é o propósito do namoro? Alguns podem dizer que é uma forma de socialização. Outros podem afirmar que ele prepara o indivíduo para a vida adulta e o casamento, permitindo que o adolescente ou jovem adulto “avalie as opções” em busca das características que deseja em um cônjuge. O namoro permite que pratiquem o casamento sem o compromisso, testando com quem possuem compatibilidade.

Teoricamente, pode-se dizer que os casais praticam o divórcio quando terminam um relacionamento e partem para outra pessoa que os faça mais felizes. No nosso contexto moderno, a maioria começa a namorar por atração, e não por uma intenção sincera de se casar com aquela pessoa. O casamento pode até acontecer, mas é considerado um bônus, algo secundário em relação ao envolvimento inicial. Esse é um sistema falho e antibíblico que frequentemente gera resultados desastrosos, pois nega completamente todo o projeto de Deus para o casamento.

O modelo moderno de namoro só ganhou popularidade quando pais cristãos romperam com o princípio da liderança de aliança do pai sobre a filha e abdicaram de seu papel de criar homens preparados para liderar e prover para uma família. Por outro lado, uma abordagem bíblica daquilo que é comumente chamado de corte (namoro com propósito de casamento) ocorre quando homens e mulheres iniciam um relacionamento com a intenção de se casar, sob a orientação e a supervisão de familiares e amigos.

Quando rapazes e moças são preparados intencionalmente, durante seus anos de maior formação, para assumir o papel que Deus lhes conferiu na construção de uma família, é provável que cresçam desejando abraçar essa missão que lhes foi proposta. A ideia de que os jovens precisam apenas “aproveitar a vida” ou “curtir a juventude” antes de se sujeitarem à vida doméstica é um conceito pagão.

2. Jovens homens e mulheres devem buscar um cônjuge tendo os princípios bíblicos como guia.

Explicamos por que o namoro moderno não é um modelo bíblico a ser seguido por um cristão que busca o casamento; mas, na prática, como isso funciona? Homens e mulheres não devem começar a buscar o casamento antes de estarem realmente prontos para se casar. Se um homem deseja se casar, ele deve aprender o que significa ser um homem segundo a Bíblia, buscando mentoria junto à sua família da igreja. Ele deve construir patrimônio, na medida do possível, para prover um lar e uma renda estável para uma futura família. Ao encontrar uma mulher com quem deseja se casar, ele deve pedir permissão ao pai dela e agir dentro dos limites estabelecidos por esse pai, visto que ele é o cabeça espiritual da mulher até entregá-la a um marido. Caso o pai da mulher não esteja disposto a acompanhar o relacionamento, o homem pode buscar essa sabedoria junto à sua família da igreja.

As mulheres que desejam se casar devem buscar aprender o que significa ser mulher, esposa e mãe sob uma cosmovisão bíblica. Ao buscar mentoria na igreja, elas podem ser discipuladas e adquirir habilidades necessárias para cumprir seus deveres atuais como filhas e seus deveres futuros como esposas e mães. Quando chegar o momento de encontrar um pretendente adequado, a mulher deve contar com a liderança de seu pai para auxiliá-la nesse processo. Se ele estiver indisponível ou não quiser participar, líderes espirituais da igreja podem oferecer parte dessa estrutura e proteção.

Por fim, o casal deve evitar ficar a sós de maneira que aumente a tentação. Haverá tempo de sobra para construir intimidade física e espiritual após o casamento. Eles devem buscar a sabedoria e a opinião de outras pessoas sobre o relacionamento, a fim de crescerem e manterem-se fiéis aos princípios bíblicos até o dia do casamento. Esse tipo de acompanhamento oferece mais do que apenas prestação de contas; proporciona também proteção para ambas as partes, pois amigos ou familiares podem identificar possíveis sinais de alerta antes que o casamento se concretize.

O namoro casual pode ser a opção popular em nossa cultura, mas a Igreja pode — e deve — agir de forma superior à cultura que a cerca. Quando o único critério de um cristão para o namoro é “casar-se com um cristão e não ter relações sexuais antes do casamento”, abre-se um caminho repleto de armadilhas, como buracos na estrada, nas quais se pode cair, especialmente quando falta a sabedoria ou a prestação de contas necessária para percorrer esse caminho adequadamente.

O namoro moderno não é um modelo bíblico para encontrar um cônjuge; por isso, incentivamos os cristãos a considerarem os princípios bíblicos segundo os quais os pais assumem a responsabilidade pela pureza e proteção de suas filhas, participando do processo de encontrar um cônjuge adequado para elas. Essa prática pode nos parecer estranha hoje, mas, até poucas centenas de anos atrás, era a norma ao longo de toda a história da Igreja.

Por outro lado, encorajamos os pais a repensarem a maneira como criam seus filhos e filhas. Ao criarmos intencionalmente homens e mulheres formados no caráter cristão e capacitados com as habilidades e os valores que todo marido e toda esposa devem possuir, estaremos criando homens e mulheres prontos para constituir suas próprias famílias para a glória de Deus.

3. O casamento não se resume a estar apaixonado.

O casamento não se resume a estar apaixonado. Estar apaixonado pelo cônjuge é um benefício maravilhoso do casamento, mas não é o propósito dele. Muitos concordarão com isso, pois é fácil perceber que o casamento não é um caminho fácil. No entanto, será que realmente compreendemos POR QUE o casamento não se resume a estar apaixonado?

O casamento não trata do indivíduo. O casamento trata de uma aliança. É, especificamente, um símbolo nesta vida que reflete o relacionamento entre Cristo e sua noiva, a Igreja. O casamento é uma parábola do amor sacrificial e da fidelidade que Deus tem demonstrado ao seu povo escolhido desde o início dos tempos.

Quando deturpamos o relacionamento matrimonial ordenado por Deus ao permitir a entrada da pornografia, do adultério, da homossexualidade ou do divórcio, estamos, na essência, apresentando uma imagem falsa de Cristo e de sua Igreja. Cristo é fiel à sua Igreja; então, por que um cônjuge não seria fiel, mesmo quando isso é extremamente difícil? Em nossa sociedade, o divórcio é fácil, o casamento é banalizado e o sexo tornou-se uma moeda de troca. Seríamos ingênuos se pensássemos que a Igreja não foi influenciada por essas normas culturais e que seus membros não adotaram, inconscientemente, esses pensamentos e práticas comuns.

Rapazes e moças precisam estar preparados para as provações do casamento antes de entrarem nele. Haverá momentos em que não gostarão do cônjuge. Pode haver ocasiões em que parecerá mais fácil ir embora do que ficar e lutar. É nesses momentos que se deve buscar na Palavra de Deus conforto e direção. Deus é fiel, portanto, devemos ser fiéis. Deus é perdoador, portanto, devemos perdoar. O Senhor nos manda amar o próximo como a nós mesmos. Se o nosso cônjuge não é o nosso “próximo”, então quem é? Homens, amem suas esposas como Cristo ama a Igreja e entregou-se por ela. Mulheres, submetam-se aos seus maridos como ao Senhor.

Existem situações que envolvem nuances que não abordamos aqui, mas, deixando essas nuances de lado, podemos afirmar com plena convicção que o divórcio não deve ser uma opção considerada nem um “Plano B” para o cristão ao firmar a aliança do casamento. O casamento não se resume a estar apaixonado, mas trata-se de viver o Evangelho dentro da aliança, enquanto ambos se empenham em construir uma família tendo Cristo como fundamento.

Visto que o casamento diz respeito ao Deus que cumpre suas alianças e à sua Igreja, essa instituição não pode ser compreendida sem um fundamento sólido em Cristo e o conhecimento de sua Palavra.

Sobre a autora

Lindsey Stomberg é esposa de pastor, mãe de sete filhos (que educa em casa) e coautora do Reformed Faith and Family juntamente com seu marido, Caleb. Há mais de uma década, ela une seu amor pela escrita e pelo design gráfico para criar recursos que encorajam e capacitam famílias cristãs. Lindsey é apaixonada por saúde integral e cuida do bem-estar de seu lar preparando refeições caseiras do zero, utilizando ervas medicinais e alimentos fermentados. Quando “crescer”, ela espera se tornar doula. Os seus passatempos favoritos são ler em voz alta para os filhos e jogar jogos de tabuleiro com toda a família.

Texto original AQUI

09 fevereiro 2026

Dicas para ensinar crianças a participar do culto com a família

por Lindsey Stomberg 

Aqui estão algumas dicas que reuni ao longo dos anos, tanto de outras famílias grandes quanto da minha própria experiência, para ajudar a ensinar as crianças a participar do culto junto com suas famílias.

 Se possível, comece a ensiná-las desde pequenas. Não se pode esperar que uma criança de 5 anos fique sentada quieta de repente se isso não tiver sido exigido dela antes. É um processo de aprendizado, então comece o quanto antes, se possível. Uma dica útil é praticar o "momento da manta", mesmo com um bebê. Essa é uma ferramenta de treinamento que ensina a criança a permanecer no espaço reservado para a manta por meio de ações repetitivas simples. Quando a criança tentar sair engatinhando, simplesmente a leve de volta para o lugar designado, enquanto a orienta gentilmente com palavras para explicar suas expectativas. Essa ação repetitiva, embora exija muita paciência, é útil para muitos que desejam ensinar uma criança desde cedo a respeitar limites físicos. Se você não tem a possibilidade de começar cedo, não tem problema. Veja algumas dicas abaixo!

 1. Comece a ensiná-las em casa. A consistência é um dos métodos de ensino mais eficazes. Programe momentos para que seu filho fique sentado em casa todos os dias da semana para ajudá-lo a se comportar e aumente esses períodos gradualmente. As refeições e os momentos de devoção em família são os mais óbvios para esse propósito, mas considere planejar momentos extras para ler em voz alta e/ou ouvir audiolivros para ajudar seu filho a se sentar e ouvir ao mesmo tempo. Converse com seu filho sobre o conteúdo lido ou ouvido para reforçar as habilidades de compreensão.

 2. Explique as regras básicas. Com crianças pequenas, isso é muito mais difícil se elas ainda não conseguem conversar com você, mas é sempre bom praticar a explicação das recompensas e consequências do comportamento para que seus filhos saibam: "Se eu fizer isso, isso vai acontecer". Explique essas regras básicas com frequência, em casa e a caminho da igreja todos os domingos. Dê ao seu filho todas as oportunidades possíveis para ter sucesso!

 3. Limite os avisos. Muitas vezes, quanto mais uma criança é avisada de que "está prestes a se meter em encrenca", mais ela se comporta mal. Ela está vendo até onde pode ir com o dedão peludo do pé. Além disso, os pais costumam ficar mais irritados a cada advertência. Não provoque a raiva do seu filho, mas também procure entender o que provoca a sua própria raiva. Uma ou duas advertências, no máximo, são suficientes, pois as crianças devem aprender a obedecer imediatamente, da mesma forma que somos chamados a obedecer ao Senhor imediatamente. Deixe seu filho saber quantas advertências você dará antes de esperar obediência e quais serão as consequências se ele não seguir as instruções. Definir suas expectativas estabelece um padrão para ambos.

 5. Proteja seus filhos. Quando uma criança se comportar mal, proteja-a com amor. Não faça um escândalo por causa do mau comportamento dela. Retire-a silenciosamente do cômodo e converse com ela em particular. Dependendo das consequências necessárias, geralmente é melhor explicá-las e aplicá-las em um local discreto. Não somos chamados a envergonhar nossos filhos, mas a discipliná-los como o Senhor nos disciplina – para o nosso bem, com amor e misericórdia.

 6. Conselhos para crianças pequenas: Não se preocupe demais com a obediência de seus filhos pequenos. Isso é uma maratona, não uma corrida de curta distância. Para crianças de até dois anos e meio, quando a conversa não acontece, às vezes pode ser necessário apenas uma pausa. Uma criança nessa idade tem dificuldade em ficar parada, e isso é normal. É completamente comum nessa fase do desenvolvimento. Tenha paciência com ela. Se precisar, saia da igreja e deixe-a correr algumas voltas lá fora, depois volte e tente novamente. Se ajudar, considere ter lanches à mão ou algo para as mãos dela fazerem, como um livro de atividades para desenvolver a coordenação motora fina ou brinquedos sensoriais, para ajudá-la a se manter ocupada e quieta. Algumas crianças e adultos ouvem melhor enquanto suas mãos estão em movimento.

 7. Conselhos para crianças mais velhas: Converse com essas crianças sobre o sermão. Peça a elas que façam anotações, se tiverem idade suficiente. Conversem em família sobre o que aprenderam naquele dia. Incentive as crianças a pensarem em uma pergunta para fazer a você sobre o sermão mais tarde. Isso as manterá engajadas, pois saberão que terão que mostrar o quanto prestaram atenção.

 8. Começando tarde? Você tem uma nova convicção de que gostaria que seus filhos se sentassem com você na igreja, mas não tem certeza de como fazer isso? Ainda dá tempo! Explique aos seus filhos, com base na Bíblia, por que você está fazendo essa mudança. Defina suas expectativas sobre como eles devem se comportar durante o culto. Tenha paciência e ore! Ore com seus filhos para que Deus os ajude a participar e a aproveitar o culto. Converse com seus filhos sobre o sermão e ajude-os a entender que a igreja não deve ser entediante. A igreja deve ser um momento para nos reunirmos com nossos irmãos e irmãs em Cristo e aprendermos com a Palavra de Deus.

 DICA EXTRA: Tente não esperar que todos os seus filhos sejam iguais.


Extraído DAQUI

3 coisas a considerar antes de começar a namorar ou iniciar um relacionamento com vistas ao casamento

  Por Lindsey Stomberg   Estamos casados ​​ h á quase duas d é cadas. Frequentemente, recordo o tempo de namoro e os primeiros anos do no...