06 agosto 2007

Sofrimento providencial

Hoje completa 62 anos da explosão da bomba atômica na cidade de Hiroshima. A Little Boy (garotinho) foi lançada sobre a cidade na manhã do dia 6 de agosto de 1945, a sua potência correspondia a 20 mil toneladas de dinamite. A explosão provocou um calor de cerca de 5,5 milhões de graus centígrados, similar à temperatura do Sol.

O bombardeio matou instantaneamente cerca de 130 mil pessoas. Uma das maiores cidades do Japão, tinha na época cerca de 325 mil habitantes. Prédios sumiram com a vegetação, transformando a cidade num deserto. Numa distância de 2 km, a partir da área sobre a qual a bomba explodiu, a destruição foi total. Milhares de pessoas foram literalmente desintegradas. A bomba também afetou seriamente a saúde de outros milhares de sobreviventes. A grande maioria das vítimas era formada pela população civil, que nada tinha a ver com a guerra. Apenas três dias depois, em 9 de agosto de 1945, a cidade de Nagasaki também foi atacada com uma bomba atômica, mais uma vez, os americanos batizaram-na com ironia: Fat Man (gordo). Esta última matou cerca de 70 mil pessoas e deixou mais 25 mil feridas. O mundo aprendeu uma dolorosa lição!

Sei que, apesar de tanto sofrimento e destruição, Deus estava no controle. Ele dirigiu a vida de milhares de japoneses que sairam do Japão, e muitos vieram para o Brasil. Os meus avós fugindo do horror da guerra estavam no navio. O meu avô Naokiti Tokashiki veio da região de Okinawa e, a minha avó Itoko Nagasawa era da cidade de Tóquio. Dos meus parentes que vieram, somente um está vivo, o meu tio-avô Yoshitomi Nagasawa, irmão caçula da minha avó. Tenho muitos tios e primos que descendem da união destas duas famílias.

O meu pai, Kazunoske Tokashiki, é o segundo filho mais novo entre sete irmãos. Minha mãe, Leni é goiana, que conheceu o meu pai, em Dom Aquino-MT, onde nasci; e desta união, sou o filho do meio. Dentro do plano de Deus nasci neste país que amo, os meus avós mudaram-se para cá motivados pela guerra, e assim, segundo a vontade do Senhor encontraram outro lar que os acolheu, onde os seus descendentes estão nascendo e guardando com carinho a sua memória. A minha filha Rebeca Pereira Tokashiki, apesar de ser loira e ter olhos azuís, possuí leves traços nipônicos, e diga-se de passagem, bem mais do que eu.

A minha família sabe o que significa quando a Escritura Sagrada diz que: vós, na verdade, intentaste o mal contra mim; porém Deus o tornou em bem, para fazer, como vedes agora, que se preserve muita gente com vida (Gênesis 50:20).

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