03 agosto 2007

Ser um crente de oração

Os judeus no tempo de Jesus tinham vários horários prescritos para a oração diária. Mas, apesar de orarem, várias vezes no dia, e especialmente em lugares públicos, não foram reconhecidos como homens de oração! O Senhor Jesus que conhece os segredos e motivações dos corações reprovou a oração ritualística dos seus contemporâneos (Mt 6:1; 23:14; Lc 18:11-12). Faltava-lhes algo importante: a humildade e sinceridade diante Deus.

Sabemos que os primeiros cristãos eram pessoas de oração (At 2:42). Muitas vezes, Paulo recomendou que os seus leitores se dedicassem à oração (Rm 12:12; Fp 4:6; Cl 4:2; 1 Ts 5:17), e ele mesmo confessou a Timóteo que orava pelo jovem pastor "dia e noite" (2 Tm 1:3). Os servos de Deus no primeiro século eram conscientes de sua absoluta dependência da providência de Deus. O próprio Senhor Jesus os advertiu dizendo "porque sem mim nada podeis fazer" (Jo 15:5b).

Poucos crentes conhecem profundamente os benefícios da oração. A prova disto é o número de pessoas que freqüentam as reuniões de oração. Quão poucos são os que compartilham as suas vitórias e respostas que Deus responde. Agoniam-se para buscar a Deus em momentos de desespero, calamidades, angústias, mas passados estes períodos esfriam e abandonam o fervor! Esta falta de constância adoece a longo prazo, pois cria um comportamento de relação por necessidade e não de amor. Parece que buscam a Deus para usá-Lo e, depois descartam porque o problema foi resolvido.

A oração é um relacionamento que deve ser diário. O casamento não é algo esporádico, em que você vai visitar o seu cônjuge de vez em quando, e quando sente saudade fala com ele! É convívio ininterrupto, mesmo à distância, porque são pessoas que se relacionam pelo coração. Do mesmo modo o nosso relacionamento com o Senhor. Não podemos apenas reconhecer que o Espírito Santo habita em nós, e ignorá-Lo no nosso dia à dia, como se fôssemos ateus! O nosso amor pelo nosso Salvador carece de uma dinâmica de convívio.

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