30 março 2019

Exposição devocional do Catecismo de Heidelberg - Q/R 5

Catecismo de Heidelberg – Pergunta 5 - Você consegue obedecer, perfeitamente, esta lei?
R. Não, não posso(1), porque por natureza sou inclinado a odiar a Deus e a meu próximo(2).
(1) Rm 3.10,20,23; 1Jo 1.8,10 (2) Gn 6.5; Gn 8.21; Jr 17.9; Rm 7.23; Rm 8.7; Ef 2.3; Tt 3.3.

Somos incapazes de obedecer perfeitamente a lei de Deus por causa do pecado original. A doutrina do pecado original indica duas situações para a origem do pecado: primeiro a origem histórica e, segundo, a fonte existencial do mal moral. Paulo declara que “da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram” (Romanos 5:12). Aqui o apóstolo declara a origem histórica e individual do pecado de todos os homens.

Vejamos primeiro o aspecto histórico do pecado original. Adão deixou aos seus descendentes o pecado como herança. Ele era o representante da raça humana no pacto que Deus firmou com ele no jardim do Éden. Ao desobedecer a lei de Deus, ele escolheu morrer, e trouxe sobre si a merecida condenação de Deus. Ele recebeu a maldição do pecado, e todos nós caímos com ele e, por isso, nascemos prostrados debaixo do fardo do pecado.

Entendamos o pecado original como experiência individual. Todas as pessoas são membros da raça humana que descende de Adão. A cada nascimento o pecado polui o indivíduo. Existir é um privilégio, mas atrelado a isto segue a herança do mal moral em cada um de nós. Recebemos a transmissão do pecado ao sermos concebidos no ventre da nossa mãe (Sl 51.5).

Não nascemos moralmente neutros, nem aprendemos a pecar só quando crescemos. Pelo contrário, o pecado é transmitido na concepção, e nos tornamos pecadores desde o primeiro momento de nossa existência. Conforme crescemos e amadurecemos, apenas refinamos os nossos pecados. Quando crianças pecamos de forma grosseira, mas conforme crescemos, aprendemos a dissimular, e nossos pecados tornam-se mais sofisticados. Aprendemos a esconder os reais motivos, cuidamos de limpar a sujeira pública do pecado e escondemos o quanto possível o dano do pecado, a fim de cobrirmos a nossa vergonha com folhas de figueiras e nos escondermos do juízo de Deus (Gn 3.7-8).

O pecado original em nosso coração é o nascedouro de todos os impulsos pecaminosos. Os nossos pensamentos, vontades e emoções fluem poluídos, porque a fonte de onde eles surgem está totalmente contaminada pelo mal moral. O Senhor Jesus disse que “as coisas que saem da boca vêm do coração, e são essas que tornam o homem ‘impuro’. Pois do coração saem os maus pensamentos, os homicídios, os adultérios, as imoralidades sexuais, os roubos, os falsos testemunhos e as calúnias” (Mt 15.18-19). O meio em que convivemos incentivam o pecado, por isso, os maus exemplos, a má educação, o ambiente hostil e imoral, a cultura lasciva, etc, somente são terreno fértil para que o nosso pecado seja estimulado. Todavia, a Escritura Sagrada informa e nossa experiência confirma que o pecado flui do nosso coração. E, com o nosso pecado, recebe-se toda a maldição herdada do nosso primeiro pai, mas a sentença de morte, a cada um, é dada por causa de seus próprios pecados.

21 março 2019

Exposição devocional do Catecismo de Heidelberg - Q/R 4

Catecismo de Heidelberg – Pergunta 4. O que a lei de Deus exige de nós?
R. Isto Cristo nos ensina num resumo, em Mt 22.37-40: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento.” Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Lv 19:18; Dt 6:5; Mc 12:30,31; Lc 10:27).

Toda lei moral se resume nos Dez Mandamentos. O catecismo indica o ensino de Cristo quando questionado por um fariseu sobre qual seria o maior mandamento da lei. O Senhor Jesus ainda concluiu que “destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mt 22.40). O decálogo se divide em 2 partes: o amor à Deus [do 1º ao 4º mandamento] e o amor ao próximo [do 5º ao 10º mandamento]. Amar, segundo Deus ordena, é o que valida tudo o que fazemos. Sabemos que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2Tm 3.16-17). Assim, toda a Escritura nos esclarece quais atitudes Deus requer para agradá-lo e, também, termos harmonia no convívio com outras pessoas.

Paulo declara a Timóteo que “sabemos que a lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada” (1Tm 1.8). Sim, a lei é boa mesmo quando acusa a minha desobediência. Paulo disse que “De fato a lei é santa, e o mandamento é santo, justo e bom”, e que, apesar de “não faço o que desejo, mas o que odeio. E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa” (Rm 7.12, 15-16). O problema não está na lei, está em mim, porque a lei é perfeita e eu sou pecador. Deus exige ser amado, e ordena que amemos uns aos outros, todavia, o meu impulso pecaminoso aguça em mim rebeldia contra Deus e inimizade contra o próximo. Temos diante de nós o dever, mas a nossa inclinação pecaminosa nos faz falhar. Sinceramente eu desejo amar a Deus acima de tudo e todos, e ao próximo como a mim mesmo, mas infelizmente, não é isso que consigo cumprir.

O amor é cumprimento da lei. Paulo instrui que “não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a lei. Pois estes mandamentos: ‘não adulterarás’, ‘não matarás’, ‘não furtarás’, ‘não cobiçarás’, e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: ‘ame o seu próximo como a si mesmo’. O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da lei” (Rm 13:8-10).

É impossível obedecermos perfeitamente a lei de Deus. Tiago declara que “quem obedece a toda a Lei, mas tropeça em apenas um ponto, torna-se culpado de quebrá-la inteiramente” (Tg 2.10). Ninguém consegue obedecer a lei nem mesmo em seu significado básico, muito menos em seu significado pleno. Transgredimos a lei de Deus pecando por intenção, omitindo o nosso dever, distorcendo o propósito de nossa vida e funções, poluindo e corrompendo nossos relacionamentos, pervertendo as virtudes e desobedecendo individual ou coletivamente a vontade de Deus. A conclusão que temos é de que “ninguém será declarado justo diante dele baseando-se na obediência à lei, pois é mediante a lei que nos tornamos plenamente conscientes do pecado” (Rm 3.20). A boa notícia [evangelho] é que Deus exige arrependimento, confiança em sua promessa de perdão e retomarmos o propósito de amá-lo e ao próximo como nós mesmos.

14 março 2019

Exposição devocional do Catecismo de Heidelberg - Q/R 3

Catecismo de Heidelberg – Pergunta 3. Como você conhece sua miséria?
R. Pela lei de Deus. (Rm 3:20)

A lei divina é parte da Palavra de Deus. A Escritura Sagrada se divide literariamente em Antigo e Novo Testamento; embora, também, possa ser estruturada historicamente em antigo e novo pacto; mas, em sua natureza revelada Palavra de Deus ela é lei e evangelho. Por isso, desde Gênesis até Apocalipse, toda a Bíblia contém intrinsicamente, tanto lei como evangelho. É errôneo pensar que o AT é somente lei, enquanto o NT é somente evangelho, pois vemos em ambos os testamentos, tanto a lei como a presença do evangelho, e ambos os elementos formam a Palavra de Deus.

A lei de Deus é didaticamente classificada em civil, cerimonial e moral. O uso “civil” da lei existiu para orientar Israel, como antigo povo da aliança, e cessou quando eles deixaram de ser uma nação autônoma. O uso “cerimonial” da lei teve a finalidade de apontar para Cristo (Rm 10.4). Assim, Cristo obedeceu, perfeitamente, todas as exigências da lei, inclusive o seu cerimonialismo, e a satisfez completamente. Ele foi “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29) e Deus revela com a sua morte a gravidade dos nossos pecados, bem como o poder da sua expiação para nos perdoar de toda a iniquidade e impureza. Mas a lei tem o uso e é essencialmente moral. O seu sumário está nos Dez Mandamentos e têm uso perpétuo para todos os homens, e em especial, para a ética cristã. Eles revelam o modo perfeito como Deus requer que os seus filhos vivam diante dele.

A lei de Deus revela três verdades básicas: 1. Quem Ele é; 2. O perfeito relacionamento de obediência que Ele requer de nós; 3. A nossa incapacidade de produzir virtude e justiça. A absoluta perfeição de Deus contrasta com a nossa horrenda pecaminosidade e absoluta incapacidade de vivermos a santidade, pois, até em nossas virtudes, boas obras e justiça somos essencialmente poluídos pelo pecado. Sem a lei de Deus não temos um princípio norteador para o que é certo ou errado. A ausência da lei resulta em relativismo moral. Mas ainda que conheçamos a lei, carecemos que Deus nos ilumine, converta, convença e capacite a obedecê-la com a motivação amorosa, de acordo com o seu significado revelado, e com o objetivo de glorifica-lo.

A lei de Deus é parte do Pacto das Obras. Este pacto foi firmado com os nossos primeiros pais, Adão e Eva, antes da queda no pecado. Eles deveriam obedecer a vontade de Deus em sua ordenança de cultivar, dominar e povoar a terra, mas também de não comer do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Eles eram equipados com capacidades morais para cumprir perfeitamente. Entretanto, ao desobedecer, trouxeram a maldição e a transmissão do pecado para toda a sua descendência. A mesma lei que daria mérito para que pudessem comer, posteriormente, da árvore da vida, agora traz a merecida condenação da desobediência e rebeldia.

A condenação é declarada com base na desobediência da lei de Deus. Sabemos que “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo 3.4) e que "o salário do pecado é a morte" (Rm 6.23). Essa conduta rebelde em relação à lei de Deus é resultado da presença do poder do pecado em nós. As ordenanças de Deus revelam o quanto, por natureza, somos ímpios, porque rejeitamos a santidade em nosso coração. A santificação testifica que somos filhos de Deus. Esta é a postura dos herdeiros da aliança em confiar e obedecer a Palavra de Deus. A lei revela a nossa a nossa miséria, denuncia a gravidade da nossa ofensa e sentencia a condenação. Mas ela está de mãos dadas com o evangelho quando aponta para Cristo como o nosso substituto pactual, o Cordeiro que morreu em nosso lugar, e satisfez a lei, Ele sofreu a nossa miséria, a fim de, graciosamente nos dar a comunhão da vida eterna.

06 março 2019

Exposição devocional do Catecismo de Heidelberg - Q/R 2

Catecismo de Heidelberg - Pergunta 2. O que você deve saber para viver e morrer neste fundamento?
R. Primeiro: como são grandes meus pecados e minha miséria.(1) Segundo: como sou salvo de meus pecados e de minha miséria.(2) Terceiro: como devo ser grato a Deus por tal salvação.(3) [(1) Mt 9.12; Jo 9.41; Rm 3.10; 1Jo 1.9-10. (2) Lc 24.46-47; Jo 17.3; At 4.12; At 10.43; 1Co 6.11; Tt 3.3-7. (3) Sl 50.14,15; Sl 116.12,13; Mt 5.16; Rm 6.12,13; Ef 5.10; 2Tm 2.15; 1Pe 2.9,12. Veja também Mt 11.28-30; Ef 5.8].

O que devo saber para viver e morrer para glória de Deus? A sabedoria do Catecismo de Heidelberg resume em três principais verdades: pecado, salvação e gratidão. Qual é a sua motivação de estudo e trabalho? Jesus adverte que “cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” (Lc 12.15). As pessoas dedicam parte da vida estudando para profissionalizar, porque, infelizmente, veem o saber apenas como um meio de ganhar dinheiro. O conhecimento deve ter um propósito excelente. O que torna alguém melhor não é o que ele tem, mas o que ele é e como se relaciona com Deus e as pessoas.

Como são grandes meus pecados e minha miséria? Todas as minhas capacidades intelectuais, volitivas e emocionais estão moralmente corrompidas pelo pecado. Sou incapaz de amar a Deus como Ele merece e incompetente para obedecê-lo perfeitamente como Ele exige. Nasci espiritualmente morto, moralmente falido e, por natureza, filho da ira. Posso acusar outros pelos meus erros, mas a minha desobediência não pode ser negada, nem cancelada a minha culpa transferindo-a para outras pessoas. O meu pecado produz alienação, insensatez, inimizade, culpa, vergonha, condenação e morte.

Como sou salvo dos meus pecados e da minha miséria? As minhas “boas” obras não merecem salvação, porque sou incapaz de produzir perfeita virtude. As minhas virtudes estão contaminadas pela poluição do pecado e, por isso, não consigo obedecer a lei de Deus. Ao transgredir a lei não consigo sequer me arrepender como Deus ordena. A religião, a tradição, a cultura, a tecnologia e a educação não pode me dar salvação. Jesus é o único caminho, a verdade e a vida, ninguém pode ir ao Pai, senão por Ele (Jo 14.6). Somente Cristo mereceu a aceitação do Pai, pela sua perfeita obediência, porque só o Filho de Deus produziu suficiente justiça. Ele recebeu sobre si a minha condenação para me dar o perdão dos meus pecados e a vida eterna. Sou salvo pela graça, por meio da fé, em Cristo Jesus.

Como devo ser grato a Deus por tal salvação? Toda a minha vida deve glorificar a Deus, todavia, sou incapaz de louvá-lo como Ele merece. Cristo está no céu e intercede por mim, fazendo a minha obediência, adoração e serviço aceitáveis pela sua justificação diante do Pai. Eu obedeço porque fui graciosamente adotado, e não para merecer me tornar um filho de Deus. O verdadeiro amor de um filho é evidenciado pela sincera obediência (Jo 14.15). Deus ordena que o adore, mas isso só é possível, por meio do conhecimento revelado no Filho e da santificação que o Espírito Santo produz em mim. O fim principal da minha vida é glorificar e satisfazer-me na vontade de Deus.

27 fevereiro 2019

Exposição devocional do Catecismo de Heidelberg - Q/R 1

Catecismo de Heidelberg – Pergunta 1. Qual é o seu único consolo na vida e na morte? Resposta: O meu único consolo é meu fiel Salvador Jesus Cristo (1). A Ele pertenço, em corpo e alma, na vida e na morte (2) , e não pertenço a mim mesmo (3). Com seu precioso sangue Ele pagou (4) por todos os meus pecados e me libertou de todo o domínio do diabo (5). Agora Ele me protege de tal maneira (6) que, sem a vontade do meu Pai do céu, não perderei nem um fio de cabelo (7). Além disto, tudo coopera para o meu bem (8). Por isso, pelo Espírito Santo, Ele também me garante a vida eterna (9) e me torna disposto a viver para Ele, daqui em diante, de todo o coração (10). [(1) 1Co 3.23; Tt 2.14. (2) Rm 14.8; 1Ts 5.9,10. (3) 1Co 6.19,20. (4) 1Pe 1.18,19; 1Jo 1.7; 1Jo 2.2,12. (5) Jo 8.34-36; Hb 2.14,15; 1Jo 3.8. (6) Jo 6.39; Jo 10.27-30; 2Ts 3.3; 1Pe 1.5. (7) Mt 10.29,30; Lc 21.18. (8) Rm 8.28. (9) Rm 8.16; 2Co 1.22; 2Co 5.5; Ef 1.13,14. (10) Rm 8.14; 1Jo 3.3].

Quão incomparável consolo é saber que sou amado por Aquele que domina tudo o que existe! Eu sei que não sofrerei nenhum dano se Ele não quiser. Deus prometeu que não há mais condenação para aqueles que estão em Cristo. Creio que sou plenamente perdoado. Os demônios não me dominam, nem podem me destruir, ou fazer-me perder a salvação. Até pequenos detalhes insignificantes, como fios de meus cabelos, estão sob o cuidado de Deus. O SENHOR Deus converge cada evento para cumprir o seu propósito, a fim de que tudo coopere para o meu bem.

O nosso Redentor, em toda a sua humilhação, cumpriu a Lei de Deus. Ele ativamente obedeceu toda a exigência, bem como passivamente sofreu todo o seu castigo da Lei Moral. Cristo mereceu a meu favor toda a aceitação, perdão e bênçãos celestiais do amor do Pai. E, também, Ele recebeu em meu lugar a condenação da ira de Deus, substituindo-me sobre a cruz. Somente Ele pode me salvar, pois apenas o Filho de Deus mereceu para mim a vida eterna. O Pai deu-me para Cristo por causa de sua perfeita obediência, por isso, eu pertenço tanto corpo como alma à Cristo. Ele me mereceu, mas nunca o amarei o quanto Ele merece.

Jesus é suficiente em tudo para a minha vida. Ele é a alegria dos homens, o desejado das nações, Aquele em quem tudo subsiste; e dele, por meio dele e para Ele são todas as coisas. Nele encontro a paz, a alegria e o consolo que careço pois, Ele me consola, liberta, protege e garante a vida eterna. Todas as minhas necessidades são satisfeitas em Cristo, por isso, Ele é o amado de minha alma.

O Espírito Santo me consola aplicando a redenção de Cristo. Além disso, Ele garante a vida eterna promovendo as virtudes do Redentor em mim, dispondo-me a querer e a realizar com santidade a sua vontade. A graça irresistível do Espírito não me força a obedecer, porque a sua ação é no coração. Ele transforma a fonte de todos os desejos, emoções e pensamentos. A vida que Ele implanta na regeneração me faz amar, entender, desejar e viver para Deus voluntariamente de todo coração.

09 fevereiro 2019

O Aborto Litúrgico

Hendrika Vasconcelos


Na Islândia, praticamente não existem crianças com Síndrome de Down. Não é porque conseguiram reverter os efeitos da mutação genética, mas simplesmente porque mataram os bebês que a possuía.

Existem várias igrejas que conseguiram erradicar o barulho das crianças do culto. E geralmente, não é porque conseguiram "domar" ou educar os pequenos desde o berço, mas simplesmente porque preferiram eliminar as crianças do culto, isolando-as em salas especiais ou afugentando as mães da igreja.

Mas...

Lugar de bebê pequeno choroso é no culto, SIM.

Lugar de criança hiperativa é no culto, SIM.

Lugar de criança birrenta é no culto, SIM.

Lugar de criança tagarela é no culto, SIM.

Lugar de criança desobediente é no culto, SIM.

Sabe por que?

Porque elas precisam da Igreja. Elas precisam da comunhão. Elas precisam da palavra. Elas precisam da graça e do amor dos outros membros.

A única diferença entre o adulto desaprova de criança no culto e a criança birrenta ao seu lado é que o adulto já aprendeu a esconder os pecados, enquanto a criança as escancara sem medo.

O culto não é um serviço pelo qual pagamos com nossos dízimos e esperamos receber o produto impecável com o direito de não sermos atrapalhados pelos outros. O culto não se resume apenas à pregação da Palavra. Caso fosse isso, você poderia bem "cultuar" em casa sozinho assistindo pela internet. Mas Deus usa a Igreja e as situações desconfortáveis para trabalhar no nosso coração também.

A adoração em comunhão nos ensina a adorar e cultuar como CORPO e não como indivíduos. Isso significa que adoramos a Deus como CORPO, cantando desafinados e afinados juntos. Isso significa que adoramos a Deus como CORPO, lendo a Palavra e ensinando os pequenos a amarem a ler também. Isso significa que oramos a Deus como CORPO, sabendo que o Espírito intervém nas orações tanto dos mais cultos e dos mais humildes.

Somos CORPO e as crianças fazem parte dessa aliança também. Você não tem mais direito de estar no culto do que elas. Se você ama a Cristo, você ama seu Corpo. E você tem o dever de incentivar as crianças a amarem estar lá.

Amemos as crianças, seus papais e suas mamães no culto. Não façamos aborto litúrgico.

03 janeiro 2019

A suficiência da graça de Cristo

“A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo.” (2Co 12.9)

É difícil suportar a dor quando não entendemos o seu motivo ou propósito. O sofrimento é uma experiência que precisa de explicação. Neste texto lemos que Paulo teve um espinho imposto em sua vida. Ele que entendia o contentamento, suportou diferentes tipos de sofrimento, como perseguições, rejeição, tortura física, perdas, humilhações, etc, se viu angustiado, e clamou três vezes para que Deus retirasse dele este espinho na carne. Neste texto bíblico aprendemos que:

Primeiro, a graça de Cristo é suficiente. Nada é maior do que o amor de Deus, e nada pode substituí-lo. Mesmo que realizássemos todos os desejos de nossa vida, ainda assim, não seríamos satisfeitos sem a benção de Deus. Salomão se entregou a tudo o que seu coração pediu, não colocou limites à sua cobiça e, apesar disso, a sua conclusão foi “tudo é vaidade e correr atrás do vento” (Ec 2.1-11). Quando não temos a graça de Deus nada satisfaz a alma. É por isso que o filho de Deus disse que Deus “pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim” (Ec 3.11). O vasto vazio que há na alma do ser humano só poderá ser preenchido com a graça de Cristo. Só ela é suficiente!

Segundo, “o poder se aperfeiçoa na fraqueza”. A ideia não é que Deus está em aperfeiçoamento, pois ele é imutavelmente perfeito. Mas como podemos entender essa declaração? Aqui a perfeição indica suficiência. Por exemplo, quando o apóstolo declara acerca da perfeição da Escritura que torna o homem perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3.16-17), ele não está dizendo que o poder da Palavra de Deus nos capacita a não pecar mais, mas que este poder é suficiente para nos habilitar a cumprir a perfeita vontade de Deus. Então, “o poder se aperfeiçoa na fraqueza” significa que o poder de Cristo é suficiente para nos consolar em nossa fraqueza (Mt 11.28-30).

Terceiro, as nossas fraquezas nos colocam sob a dependência do poder de Deus. O Senhor mortifica o nosso orgulho usando o sofrimento. A dor é o método que Deus usa para nos convencer que “sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). Quanto mais nos satisfazemos em Deus, maiormente ele é glorificado! Ele é soberano para usar a dor para nos fazer depender nele, e descobrirmos que ele é o remédio das enfermidades que ele nos dá.

31 dezembro 2018

Jesus minha glória

Ó SENHOR Deus
Tu me ordenaste crer em Jesus;
e que eu não fuja para nenhum outro refúgio,
nem me lave em nenhuma outra fonte,
não construa sobre nenhum outro fundamento,
nem receba de nenhuma outra plenitude,
ou descanse em nenhum outro auxílio.
A Sua água e sangue não foram interrompidos em seu fluxo na cruz,
que eles nunca estejam separados em minha convicção e experiência;
Que eu esteja igualmente convencido da culpa e poluição do pecado,
e sinta a minha necessidade de um príncipe e salvador,
implore a Ele arrependimento, bem como por perdão,
ame a santidade e seja puro de coração
tenha a mente de Jesus e pise em seus passos.
Não me entregue à minha disposição natural,
mas alegre-me de que estou sob os cuidados
de quem é sábio demais para errar
muito gentil para ferir
muito terno para esmagar.
Que a ninguém eu venha a escandalizar pelo meu temperamento e conduta,
mas apresente e mostre amável Cristo ao que estão ao redor,
conceda bondade a todos, conforme as circunstâncias permitir
e não desperdice a nenhuma oportunidade de ser útil.
Conceda que eu possa valorizar minha essência,
não como um meio de orgulho e luxúria,
mas como um instrumento do meu apoio e mordomia.
Ajude-me a orientar as minhas afeições com discrição
para não dever nada a ninguém,
para poder dar àquele que precisa,
para usufruir o meu dever e prazer de ser misericordioso e perdoador,
para mostrar ao mundo a semelhança de Jesus.

28 dezembro 2018

Somente Cristo

Ó Deus,
O Teu plano principal e o propósito da Tua vontade
é fazer Cristo glorioso e amado no céu
onde Ele está ascendido,
onde um dia todos os eleitos verão a Sua glória
e amar e glorificá-Lo para sempre.
Embora aqui eu o ame, todavia, ainda é pouco,
Que esta seja a minha porção final.
Neste mundo Tu me deste um começo,
um dia será aperfeiçoado neste reino.
Tu me ajudaste a ver e conhecer a Cristo, ainda que obscuramente,
aceitar, receber, possuir e amá-lo,
para bendizê-Lo em meu coração, boca e vida.
Deixe-me estudar e defender a disciplina
e todas as formas de adoração,
por amor a Cristo;
e mostrar a minha gratidão;
buscar e conhecer a Tua vontade a partir do amor,
e mantê-la em amor,
e diariamente cuidar e preservar esse estado do coração.
Tu me levaste a colocar todo o meu ser e felicidade
em unidade com Cristo,
em ter coração e mente centrados apenas Nele,
em ser como Ele em se comunicar bem com os outros;
Este é meu paraíso na terra,
Mas eu preciso da força, energia e impulsos do Teu Espírito
para me levar a caminho da minha Jerusalém.
Aqui está o meu dever
ser como Cristo neste mundo,
fazer o que Ele faria
conduzir-me como Ele viveria,
andar em amor e mansidão;
então, Ele será conhecido,
e eu terei paz na morte.

O Nome de Jesus

Deus perscrutador,
Tu lês o coração
observaste o início e os motivos das ações,
Vês mais contaminação em meus deveres
do que eu já vi em alguns dos meus pecados.
Os céus não estão limpos à Tua vista,
e Tu acusará até mesmo os anjos que cometeram loucura;
Estou pronto para fugir de mim por causa de minhas abominações;
Contudo, Tu não me odeias
mas planejaste meios para meu retorno para Ti
e isso, por meio de Teu Filho, que morreu para me dar vida.
A Tua honra é garantida e exposta mesmo em minha fuga de Tuas ameaças,
e que, por meio de Jesus, em quem a misericórdia e a verdade se encontram,
a justiça e a paz se beijam.
Nele os escravizados encontram a redenção
o culpado recebe perdão,
o profano experimenta renovação;
Nele há força perpétua para os fracos
riquezas insondáveis para os necessitados,
tesouros de sabedoria e conhecimento para os ignorantes,
plenitude para o vazio.
No Teu gracioso chamado,
eu ouço, aceito, venho, aplico e recebo sua graça,
não somente submeto-me à sua misericórdia, mas aceito-a,
não somente vejo a glória na cruz, mas Naquele que foi crucificado e morto,
não somente tenho alegria no perdão, mas Naquele por quem vem a expiação.
As Tuas bênçãos são tão seguras quanto gloriosas;
Tu providenciaste minha segurança e minha prosperidade,
e prometeste que ficarei firme e me fortalecerás.
Ó Senhor Deus, sem o perdão do meu pecado eu nunca descansarei satisfeito,
sem a renovação da minha natureza pela graça, eu nunca ficarei descansado,
sem as esperanças do céu eu não estarei em paz.
Tudo isto tenho em Teu Filho Jesus; bendito seja o Teu nome.

União com Cristo

Ó Pai,
Fizeste o homem para a Tua própria glória,
por isso ele é fútil quando não é um instrumento dessa glória;
Nenhum pecado é maior do que o pecado da incredulidade,
pois se a união com Cristo é o maior bem,
a incredulidade é o maior pecado,
transgredindo ao Teu mandamento;
Percebo que seja qual for o meu pecado,
todavia, nenhum pecado é como a desunião de Cristo por causa da incredulidade.
Senhor, impede-me de cometer o maior pecado e apartar-me Dele,
pois nesta vida nunca serei capaz de obedecer perfeitamente e me apegar a Cristo.
é por causa deste pecado que Tu retiras as minhas bênçãos externas,
em não reconhecer que tudo o que tenho vem de Ti,
em não servir-Te através dos meus bens,
em me tornar autoconfiante e endurecido.
As bênçãos legais são os ídolos secretos e causam mais dano;
a maior injúria está no fato de ter,
o maior bem em tirar.
Em amor despojo-me de bênçãos para glorificar-Te mais;
remova o estímulo do meu pecado
de modo que possa estimar o ganho de um pouco mais de santidade,
superando todas as minhas perdas.
Quanto mais eu Te amo com um amor verdadeiramente gracioso, mais eu desejo Te amar,
e quanto mais miserável sou por falta de amor;
Quanto mais eu tenho fome e sede de Ti, mais eu desfaleço e falho em Te encontrar,
Quanto mais meu coração é despedaçado pelo pecado,
mais eu oro para que seja mais quebrantado.
Meu grande mal é que não me lembro dos pecados da minha juventude
nem os pecados do dia que esqueci o próximo.
Preserve-me de todas as coisas que se transformam em incredulidade
ou não sentir falta da união com Cristo.

3 coisas a considerar antes de começar a namorar ou iniciar um relacionamento com vistas ao casamento

  Por Lindsey Stomberg   Estamos casados ​​ h á quase duas d é cadas. Frequentemente, recordo o tempo de namoro e os primeiros anos do no...