24 outubro 2006

Conselhos para Rebeca

Oi minha filha.

Por enquanto você não sabe ler, mas, espero que, se Deus quiser, você poderá ler esta carta um dia. Hoje a sua idade ainda é de 1 ano e 12 dias de vida. Mas, decidi começar a escrever a minha oração por você em forma de conselhos. Esta será a minha primeira, mas não a última prece escrita, intercedendo pela sua vida. Eu te amo muito, e tudo o que o Senhor me deu, quero deixar para que você seja uma pessoa produtiva em nossa família, no meio do povo de Deus e na sociedade. Não sei se conseguirei dizer e demonstrar pessoalmente, e se ainda, te convencerei de tudo isto que estarei escrevendo. Todavia, espero que você acredite em mim, mesmo se eu falhar.

A mamãe é linda. Você se parece muito com ela. Cada dia que passa eu amo mais ainda a sua mãe. Eu não sabia se isso seria possível, porque na inexperiência se comete muitos erros, e acontecem tantos imprevistos na nossa vida. Realmente, sei que o nosso Deus é muito gracioso comigo, muito mais do que consigo perceber. A sua mãe é prova desta misericóridia divina. Ela tem me suportado, e ainda positivamente me amado. Em muitas situações, Deus a tem usado para trazer firmeza e segurança ao meu coração. Tenho certeza de que tudo o que escreverei aqui, é também compartilhado no seu materno coração.

Em primeiro lugar, minha amada filha, desejo que você nunca se esqueça do seu Deus. Ele tem uma graciosa Aliança conosco. Quando eu e sua mãe nos casamos, sempre oravámos para que o Senhor nos desse filhos crentes. Sempre pedimos filhos da Aliança que temessem a amassem sinceramente ao Senhor Jesus. Durante a gravidez oramos pela sua saúde, mas sempre lembrando de consagrar a sua frágil vida nas mãos do nosso Salvador. Nunca esquecemos que embora você fosse herança do Senhor, antes de tudo desejavámos que você fosse herança para o Senhor. Quando você foi batizada (13/12/2005) na Igreja Presbiteriana de Cacoal, pelo Rev. Josenir Barbosa da Silva, aquele momento, para nós, foi muito especial. Você estava recebendo o sinal e selo da Aliança. Publicamente, diante do povo de Deus, você estava testemunhando a Aliança do Senhor contigo. Tive a honra de pregar naquela noite, em At 2:37-41, analisando que "... esta é a promessa, para vossos filhos...". Creio firmemente nesta Palavra. Estou orando para que você, no tempo do Senhor, receba a Jesus como o seu Salvador pessoal, e diante da Igreja de Cristo, faça a sua pública confissão de fé, confirmando o cumprimento da promessa do Senhor Deus em sua vida. Embora eu como pastor pudesse batizá-la, decidi pedir ao Rev. Josenir, por ser ele o pastor da vovó Leni, e estar pastoreando a igreja onde me converti, e fiz minha profissão de fé, uma igreja com pessoas muito especiais, por quem tenho muito carinho. Mas, na realidade, eu queria ter a experiência de não ser o ministrante do batismo, pelo menos naquele momento, porque, eu desejei com a sua mãe responder às perguntas e afirmar os votos do seu batismo, afinal, antes de ser o seu pastor, eu sou o seu pai.

Querida filhinha, tenha sempre em mente que o nosso Deus é soberano. Ele governa cada detalhe da nossa vida. O Senhor está fazendo com que "todas as coisas cooperem para o bem daqueles que o amam, daqueles que são chamados segundo o seu propósito" (Rm 8:28; Gn 50:20). Ele soberanamente controla cada detalhe da nossa vida, até os cabelos da nossa cabeça estão contados (Mt 10:30). Quando algo doloroso, ou vergonhoso acontecer não se rebele, nem seja incrédula, não nutra amarguras em seu coração. Apegue-se a solene verdade de que o teu Deus te ama (Rm 8:31-39). Busque entender o Seu propósito em sua vida, porque todas as coisas são realizadas pelo sábio e santo desígnio de Deus. É um conforto e segurança inabalável saber que a nossa vida e a nossa família descansa nas mãos do Todo-Poderoso.

Minha pequenina filha não seja orgulhosa. Este é um pecado gravíssimo. Um cristão não pode ser arrogante, e um orgulhoso não consegue ser um cristão. "Deus resiste ao soberbo" diz a Escritura em tom intolerante! O orgulho atrai muitos adversários, e afasta os verdadeiros amigos. O orgulhoso é sempre alguém solitário, porque este pecado é instintivamente competitivo. Você terá a vida inteira para aprender porque não ser orgulhosa. Espero que aprenda da forma menos dolorosa possível. Este é um pecado sutil e ao mesmo tempo ofensivo à percepção de qualquer pessoa.

Cuidado com a língua. Não seja hipócrita, mas, saiba falar a verdade em amor. A mentira sempre é pecado, e nega a nossa filiação divina. Não seja exagerada, porque o excesso pode tornar-se em mentira. Cuidado com a calúnia, ela é uma faca de dois gumes. Saiba ouvir duas vezes, e fale menos, pois até o tolo calado é considerado sábio no silêncio. Evite emprestar os teus ouvidos para pessoas que não sabem dominar a língua, e têm o coração carregado de amargura.

Não acredite em qualquer coisa. Seja zelosa com a verdade, nem dê crédito a assuntos duvidosos, ou de origem incerta. Examine e seja criteriosa, pois o nosso Deus é verdadeiro e nos ensina a amar a verdade verificando diligentemente os fatos em cada circunstância. Aprenda que crêr é também pensar. Toda verdade é verdade de Deus; toda verdade se completa; nenhuma verdade se contradiz.

Não se desanime com as críticas. Não seja demasiadamente sensível com a falta de amor e de sabedoria das pessoas. Não as ame menos por causa do lado feio que elas manifestam. Seja sempre misericordiosa com a fraqueza delas, e nunca perca a esperança de que podem ser transformadas pela graça de Deus. Respeite-as em sua opinião, mas tenha sempre senso crítico e discernimento para reter o que é bom, justo e verdadeiro.

Caráter não se adquire com dinheiro, nem bens, por isso, nunca meça alguém pelo que ela possuí, mas pelas suas virtudes e dons. Não seja gananciosa, pelo contrário, seja esforçada para crescer na vida, tendo a mais sublime motivação: a glória de Deus. Nunca se esqueça que somos mordomos do Senhor e temos a responsabilidade de tudo o que somos e possuimos usarmos para o serviço do Reino de Deus. Nem mesmo nutra o amor pelo dinheiro, pois ele é a raíz de todos os males.

Minha filha saiba selecionar os seus amigos. As más companhias corrompem os bons costumes (1 Co 15:33). Saiba ouvir os conselhos dos amigos. Não aceite qualquer convite, não entre em qualquer lugar, nem vá a nenhum ambiente que a sua Bíblia não puder entrar contigo; nem coma, ou beba nada que antes não possa ser agradecido a Deus com alegria e liberdade de consciência.

Nunca deixe de se alimentar com a intimidade do Senhor. A oração não é um ritual mecânico, pelo contrário, é a necessidade de se relacionar com o amado Deus. Converse com Deus sabendo que Ele sempre te aceita e ouve cada real necessidade que te aflige. Ele sabe tudo o que está em nosso coração. Mas, Ele deseja o nosso relacionamento não apenas as nossas palavras. Não podemos modificar os planos de Deus com as nossas orações, mas somos transformados quando e enquanto oramos, porque Ele manifesta o Seu sábio poder para realizar o melhor segundo a Sua soberana vontade.

Se Deus quiser, que você constitua família, então case-se com um homem que tenha o temor do Senhor. O namoro, nem o casamento é uma instituição evangelística, ou seja, não se envolva primeiro esperando que ele se converta depois. Ame alguém que ama o Senhor. Não entregue o teu coração a quem não pertence a família de Deus, e não possuí o coração no Seu reino. Como esperar fidelidade de alguém que ainda é escravo do pecado? Não quero vê-la tendo que levar os seus filhos sozinha às reuniões do povo de Deus. Não me faça sofrer com você a incerteza de que o pai dos teus filhos não compartilhará da glória futura prometida pelo nosso Senhor. A família deve ser sempre unida, especialmente para adorar Àquele que a instituiu.

Procure confiar em mim, e em sua mãe. Vamos tomar cuidado para que a nossa idade, as nossas amizades, o nosso trabalho, as nossas crises e dúvidas pessoais não nos afastem uns dos outros. A sua mãe é a minha melhor amiga. Quero aumentar este meu vínculo de amizade com você. Pretendo ser o seu melhor amigo. Não importa o que você fizer, sempre te perdoarei, não pretendo desistir de você, pois, mesmo que me machuque, vou te amar! Nunca se esqueça disso.

Não me idolatre como alguém perfeito. Você descobrirá os muitos defeitos que tenho. A sua mãe é que o diga! Mas, me ame, só peço isto. Desejo ser para você um modelo de transformação. Não estou livre de errar com você. Gostaria de nunca exceder ou omitir no dar o que você precisa para ser uma pessoa melhor no reino de Deus. Se você quer me honrar ame ao nosso Deus e viva fielmente na obediência da Sua Palavra.Tenha sempre o propósito de em tudo glorificar a Deus. Uma vida que não glorifica a Deus não tem sentido, está sem rumo e vive a insensatez transitória do nada. Saiba que "nenhum de nós vive para si mesmo, nem morre para si mesmo. Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor" (Rm 14:7-8).

do seu amado papai
[revisado 24/10/2006]

20 outubro 2006

Meu irmão é problema meu

[Caim]: "Não sei; sou eu o responsável por meu irmão?" (Gênesis 4:9).

Vejamos novamente a pergunta que Deus faz a Caim sobre seu irmão Abel, e a sua resposta. Caim responde com outra pergunta: "Sou eu o responsável pelo meu irmão?" É uma resposta que ouvimos sempre. É uma que empregamos freqüentemente.

A pergunta de Caim comunica sentimentos que também demonstramos diante dos problemas dos outros: "Não posso me envolver; tenho meus próprios problemas." Conhecemos pessoas em angústia, mas atravessamos a rua para evitá-las. Vemos notícias na televisão sobre a fome na África e a epidemia de Aids. Então, viramos o rosto e nos esquecemos, distraídos pelo frenesi da vida cotidiana. É claro que não podemos carregar os problemas do mundo inteiro, mas também não podemos nos preocupar tanto com nós mesmos a ponto de nunca ajudarmos outra pessoa.


Com nossas atitudes estamos dizendo a Deus, "Por acaso sou eu o responsável pelo meu irmão?" E Deus responde, "Sim, você é!"

Deus não nos alivia da responsabilidade porque Ele vê cada um de nós como responsáveis pelos irmãos e irmãs. A Bíblia deixa claro que nosso trabalho é saber onde um irmão está e se a irmã precisa de ajuda e estender a mão em gestos de amor.

Extraído de CADA DIA Sexta-feira - 20/10/2006.

13 outubro 2006

A ética cristã

A ética cristã parte do pressuposto de que o Deus que se revela nas Escrituras Sagradas é o único Deus verdadeiro e que, sendo o criador do mundo e da humanidade, deve ser reconhecido, crido e obedecido como tal, e a sua vontade é expressa nas leis de princípios morais. Deus revelou-se através das palavras para a humanidade. Esta premissa é fundamental para a ética cristã, pois é dessa revelação verbal que ela tira os seus conceitos acerca do mundo, da humanidade e de como definir o que é certo e errado. A ética cristã pronuncia-se sobre questões individuais, sociais, políticas, ecológicas, econômicas, culturais e espirituais, porque Deus exerce a sua autoridade sobre todas as dimensões da existência humana.

Jesus deu-nos o exemplo que devemos seguir os seus passos, e, se a ética cristã é deste modo definida, então a maior necessidade característica do modo de vida e conduta cristã é obedecer aos mandamentos de Deus (Jo 13:15). A ética cristã não se limita apenas aos ensinos de Cristo e aos livros do Novo Testamento, mas, o seu conteúdo é a soma total das informações reveladas nas Escrituras Sagrada que dizem respeito ao comportamento humano.

A ética cristã é o conjunto de valores morais baseado nas Escrituras Sagradas, pelo qual o homem deve regular a sua conduta neste mundo, diante de Deus, do próximo e de si mesmo. A ética deve ser o estilo de vida, ou o comportamento sempre em conformidade com a fé cristã (1 Pe 1:18-19). Na Escritura onde um dever é prescrito, o pecado contrário é proibido; e onde o pecado é proibido, o dever contrário é prescrito; assim, onde uma promessa está anexa, a ameaça contrária está inclusa; e onde uma ameaça está anexa a promessa contrária está inclusa. Cremos firmemente que a Escritura é a única fonte e regra de fé e prática para a nossa vida.

30 setembro 2006

Qual é a sua motivação para trabalhar?

As pessoas medem o valor do seu trabalho pelo que ganham. Não é errado que se veja assim, pois “o trabalhador é digno do seu salário” (1 Timóteo 5:18, no grego o advérbio "digno" não significa necessariamente merecer, mas estar em conformidade). O pagamento é a recompensa da prestação de serviço realizado a outra(s) pessoa(s). Deve ser uma troca justa.

Mas, não devemos trabalhar somente pelo dinheiro, isto minimizaria o valor ético do trabalho. A nossa motivação para o trabalho não deve ser a ganância, mas o bem-estar social, que também desfrutaremos. O meu trabalho para ser produtivo deve beneficiar o maior número de pessoas possível.

Trabalhamos para a nossa própria auto-realização. Como é doloroso sentir-se inútil, improdutivo e descartável. São palavras aplicadas sem compaixão às pessoas que estão na sociedade e que não trabalham dentro das convenções sociais pós-modernas. Quando realizamos uma função na sociedade somos reconhecidos pela nossa participação nela. O trabalho quando produz benefício moral sempre dignifica.

Acima de tudo trabalhamos para a glória de Deus. Deus criou o trabalho (Gênesis 2:15). O trabalho não tem o propósito de ser uma punição, mas parte da nossa adoração e obediência a Deus, por isso, a ociosidade e a preguiça são chamadas de pecado (Provérbios 6:6). Use os teus dons e habilidades com a motivação correta e seja cada vez melhor no que faz, e a honra será o teu memorial. Seja exemplo para os seus filhos.

23 setembro 2006

Há sentido para a vida?

Qual o sentido da vida? Uma das canseiras da vida é a mesmice. A rotina parece, às vezes, uma repetição insuportável. "... e o que se fez, isso se tornará a fazer, pois, nada há de novo debaixo do sol." Salomão, um dos mais sábio homens que a terra já viu, se propôs a buscar o sentido para a vida. Lançou-se, diz ele, a provar as coisas, no desejo de encontrar nelas o prazer, o sentido para viver. E nesta procura foi onde poucos homens conseguem ir.

No seu extraordinário livro "Eclesiastes", conta a sua procura desesperada: primeiramente pensa que as possessões lhe trariam sentido. Tudo adquire, se torna muito rico, mas a conclusão: vaidade - nas suas palavras: "correu atrás do vento..." (Ec 2:1-11). Havia outras propostas. Conta que pensou ser a sabedoria, os estudos, a razão de viver. Se gaba de ser grande no conhecimento - mas que decepção: sentiu-se aborrecido, e de novo tinha "corrido atrás do vento" (2:12-17). Contudo, podia se aventurar em nova tentativa: o trabalho era tudo! Assim se entregou à fadiga, à dureza, pois nisto acreditava encontrar, para a vida, o sentido - e que concluiu? "Era, sem dúvida, correr atrás do vento" (2:18-26). Então, se atira como hedonista, no supremo engano de todos os mortais: o prazer, este é o sentido básico da vida. Música, esportes, sexo, e disse: "não privei meu coração de alegria alguma...". De novo teve de concluir que até na alegria do rosto, pode chorar o coração, e ironicamente, tudo foi correr atrás do vento (2:24-26). Por último, resolve ser altruísta e religioso. Nisto, como último abrigo da alma cansada, acreditou achar o sentido final do viver. Fazer o bem, freqüentar uma religião, ser moderado. Mas, para o seu desespero, tem de concluir: "tudo quanto sucede é vaidade" (5:1-7).

Afinal, após as suas frustrantes experiências, teria de concluir que tudo é mal? Não criou Deus as coisas? Não as fez para o nosso bem? Sem dúvida, contudo, o mal está no coração enganoso do homem. O tédio chega quando o nosso coração cansado esqueceu que o sentido, a alegria, a plenitude se acham somente em Deus. Só temos real e verdadeira alegria em Jesus! Ele disse: "vim para que tenhais vida e vida em abundância" (Jo 10:10). Esta vida em abundância não vem por meio das riquezas, da sabedoria, do trabalho, do prazer, ou da religião. Todas estas coisas podem ser boas. Mas só Deus, o temor à Ele, anula o enfado, mata o tédio e dá razão para viver em Jesus Cristo (Jo 14:6)!

Rev. Cleómenes A. de Figueiredo
Extraído do folheto 6a. IP de Belo Horizonte

13 setembro 2006

A benção da submissão feminina

A submissão é uma benção que muitas mulheres nestes tempos pós-modernos rejeitam. A sociedade cada vez mais competitiva tem estimulado os casais a entrar nesta louca avalhance de medição de forças, em vez de buscar uma vivência complementadora.

O tema submissão como papel feminino é considerado descontextualizado, senão antiquado, para mente feminina do século XXI. O movimento feminista, que tem afetado parte da Igreja, dita as regras do que é politicamente correto na sociedade, constrangendo os cristãos se posicionarem. Entretanto, a Palavra de Deus determina uma relação conjugal onde o marido sempre exerce a liderança em seu lar e na sociedade. Mas, para conferirmos se estamos falando a mesma linguagem quando usamos a palavra "submissão" vamos esclarecer que:

1. Submissão não significa que a mulher é inferior ao homem. É notório que há muitas mulheres mais capazes do que os homens. Existe um grande número de mulheres que são mais inteligentes, dinâmicas, organizadas e etc. Todavia, as suas virtudes e dons devem ser usados para potencializar as virtudes dos maridos e estimular a sua liderança.

2. Submissão não significa que a esposa deve anular a própria maneira de pensar. Se ela fizer isto, estará sendo insubmissa pela omissão do seu papel como auxiliadora.

3. Sumissão não significa desistir de influenciar o marido. Muitas vezes, nós maridos estamos errados, mesmo que sinceramente errados, a companheira não pode omitir a sua opinião, nem desistir de se esforçar em demonstrar no que a liderança do marido poderá prejudicar toda a família.

4. Submissão não significa que ela deve render-se a toda exigência de seu marido. A mulher não é um objeto do seu esposo, pelo contrário, Deus a criou em igualdade de valor, e deve ser respeitada em suas opiniões, necessidades, anseios, sentimentos e limitações.

Mas, o que significa submissão? Submissão é aceitar a liderança do marido, auxiliando-o, e respeitando a sua autoridade em todas as esferas da sociedade. A autoridade que pertence ao homem não é imposta à mulher, mas deve ser conquistada. Mas qual é a relação que Deus estabeleceu para o homem e a mulher? Podemos resumir didaticamente esta relação em quatro proposições:

1. Homens e mulheres são iguais em valor diante de Deus.
2. Homens e mulheres têm diferente papéis no lar, na igreja e na sociedade.
3. Homens e mulheres têm funções complementares.
4. Homens em tudo têm a primazia de autoridade.

As quatro principais qualidades masculinas para que a esposa possa sentir segurança em seguir e submeter-se ao marido são:

1. Liderança. O marido deve ser alguém que tem iniciativa, firme decisão, coragem e envolvimento no processo que lidera.

2. Protetor. A esposa necessita sentir-se confiante que o seu marido se esforçará para prover segurança, tendo boas intenções na liderança do lar.

3. Amoroso. A submissão está no coração da mulher, e é pelo coração que o marido atraí e lidera a sua companheira. O amor masculino é o fator que fará com que a esposa sinta prazer em ser submissa.

4. Provedor. É neste ponto que algumas esposas têm encontrado dificuldade em ser submissas aos seus maridos. Quando o homem se acomoda, e desiste de ser o provedor do seu lar, a mulher por necessidade da circunstância não se omite. Todavia, as esposas em vez de assumirem este papel devem exigir dos seus esposos o exercício da sua responsabilidade.

O casal para que consiga viver a harmonia liderança e submissão precisa:
1. Fortalecer um clima de compatibilidade no casamento.
2. Viver a prática da mutualidade entre os cônjuges.
3. Manter o sentimento de cumplicidade do lar.

08 setembro 2006

Cega, surda e muda - e expandiu sua inteligência

Helen Keller (1880-1968), uma mulher extraordinária, cega, surda e muda desde bebê, nos chama a atenção para a apreciação de nossos sentidos.
Apenas de posse do sentido do tato e uma perseverança inigualável, sob a orientação de Anne Sullivan Macy, Keller pôde aprender a ler e escrever pelo método Braille, chegando mesmo a falar, por imitação das vibrações da garganta de sua preceptora, as quais captava com as pontas dos dedos. O esforço de sua mente em procurar se comunicar com o exterior teve como resultado o afloramento de uma inteligência excepcional, considerada a maior vitória individual da história da educação. Ela foi uma educadora, escritora e advogada de cegos. Tinha muita ambição e grande poder de realização. Ao lado de Sullivan, percorreu vários países do mundo promovendo campanhas para melhorar a situação dos deficientes visuais e auditivos. É considerada uma das grandes heroínas do mundo. A Srta. Helen alterou nossa percepção do deficiente.


Em um de seus escritos, ela diz:
"Várias vezes pensei que seria uma benção se todo ser humano, de repente, ficasse cego e surdo por alguns dias no principio da vida adulta. As trevas o fariam apreciar mais a visão e o silêncio lhe ensinaria as alegrias do som".


Extraído de http://www.ejesus.com.br/conteudo.php?id=5708

05 setembro 2006

Limpando a nossa fonte

O Senhor Jesus nos revelou a origem de todos os nossos impulsos pecaminosos. Às vezes, fazemos coisas que depois nos perguntamos, com a consciência pesada de culpa, "porque fiz isto?". Algumas das nossas ações nos fazem muito infelizes. Jesus nos disse que: "porque do coração procedem maus desígnios, homícidios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias" (Mt 15:19). As pessoas não são más, ou têm atitudes maldosas, por causa da educação, da sociedade, ou por questões financeiras, mas por causa do mal que habita em cada um (Rm 7:7-25).

Segundo a Escritura Sagrada o coração é a fonte que controla toda a nossa personalidade. Tudo o que sou, ou faço depende do meu qualidade do meu coração. Não é uma menção ao orgão de carne que se encontra em nosso peito. A Bíblia usa esta figura de linguagem para se referir a algo que é oculto em nós. É uma realidade espiritual.

A humanidade tem conhecido os segredos da vida biológica, desde os microorganismos até a imensidão do universo, mas não é capaz de compreender como funciona o seu próprio comportamento! Cada um luta contra si mesmo, e o seu orgulho o torna infeliz e insatisfeito com a sua própria vida. Somos capazes de realizar grandes operações financeiras, entender a complexidade de um computador, gerenciar pessoas, mas corremos o risco de não saber o que fazer com os nossos sentimentos!

Entregue o teu coração ao Senhor Jesus. O reformador suiço João Calvino em seu brasão tem escrito: cor meum Domini offero prompte et sincere [o meu coração, a ti Senhor, ofereço pronto e sincero]. Esta é a disposição que o nosso Deus requer de cada um. Não confie em seu coração, se ele estiver vazio da Palavra de Deus (Jr 17:9), mas busque torná-lo cheio do amor de Deus (Rm 5:5). O Senhor Jesus disse: "porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração" (Mt 6:21).

19 agosto 2006

A dureza do coração

Os casamentos nem sempre se desenvolvem numa linha ascendente. Infelizmente, às vezes, têm os seus momentos de falhas, omissões e circunstâncias que geram dificuldades, e tiram o brilho do lar. Chegam dias chuvosos e tenebrosos que não permitem ver o sol. A alegria do casamento diminui, e alguns insanos pensamentos passam pela mente de que, talvez, seria melhor se estivéssemos sozinhos. Mas, graças à Deus, estes pensamentos passam e retornamos à sensatez, quando Deus prova que o seu projeto é para o nosso bem e felicidade.

É triste quando alguns casais não conseguem ver a luz no fim do túnel. A competição nascida no orgulho produz amargura. O desprazer da companhia e do diálogo se torna evidente a cada discordância. O desentendimento é doloroso, especialmente quando as palavras cortam com profundidade e, a agonia do não-perdão impede a cicatrização.

Quero apenas trazer à memória o grande perigo da "dureza de coração" que é a real causa de toda "não-graça" no lar (Mc 10:5). Esta dureza significa muito mais do que a insensibilidade e teimosia do cônjuge. Ser duro de coração indica uma indisposição em obedecer à Deus, criador do casamento, quanto a amar o cônjuge como Ele requer e ordena. O fato do casal entrar em discórdia e encaminhar o relacionamento para uma separação é apenas resultado da predisposta desobediência instalada em seus corações.

Toda desobediência deve ser submetida ao arrependimento. Todo sentimento pecaminoso somente será anulado pela sua confissão e abandono. A Escritura diz "o que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia" (Pv 28:13). O orgulho sempre é destrutivo. Amar é uma questão primária de obediência não de sentimentos!

12 agosto 2006

Isso é tudo o que há?

Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas. (...) As coisas velhas Já passaram. (...) Agora faço novas todas as coisas! Apocalipse 21:4,5

Estava olhando umas velhas fotos de família. Uma delas era a lápide do túmulo de meus pais. Com os olhos sobre os nomes deles, perguntei-me: "Isso é tudo o que resta da vida? A vida não se resumiria numa viagem sem retorno ao cemitério? A vida faz algum sentido quando medida em termos de um certo número de anos vividos sobre a terra?" Mas, observando um pouco mais, vi a inscrição das palavras de Apocalipse 21:4: "'Ele enxugará dos olhos deles todas as lágrimas." Que promessa sensacional: o melhor está para vir! Um túmulo não é tudo o que resta da vida. A morte não tem a última palavra. As lágrimas que derramamos não são derramadas em vão. Deus vê nossas lágrimas, mas algum dia Ele as limpará para sempre. O próprio Deus algum dia fará que nossos sofrimentos cheguem a um fim. Há promessas gloriosas que nos esperam. Quando cessar nossas lutas, empreendimentos, realizações, sofrimentos aqui na terra, poderemos ainda esperar pelo melhor. A perspectiva da vinda do Reino de Deus suaviza e ilumina nossa peregrinação. Aquele futuro, próximo ou distante, será nosso, se verdadeiramente formos o que professamos ser: o povo escolhido que tem o nome de Cristo.

Extraído do devocional CADA DIA [Segunda-Feira - 31/07/2006]

09 agosto 2006

Decisões em família

Ser chefe do lar não é uma tarefa fácil! Às vezes temos que tomar decisões que não são simples. Decisões que, sinceramente, apertam o coração. Pessoalmente, sempre temo que uma de minhas decisões prejudique a minha família. Decisões não são feitas olhando os movimentos do coração. Embora Deus pode dirigir os nossos sentimentos, e produzir medo, alegria, tristeza, ou segurança para conduzir-nos na Sua vontade, não devemos apoiar nas emoções como se elas fossem a regra final para sentenciarmos o que vamos, ou não fazer. As importantes decisões da vida não podem ser resolvidas tão superficialmente.


Quando buscamos andar dentro da vontade de Deus, não significa que estaremos livres do sofrimento e das dificuldades conseqüentes as nossas decisões, mas temos a fiel segurança da Sua divina providência conosco. Sempre que recorremos ao discernimento dado pelo Espírito Santo para que não nos desviemos da Sua santa vontade é o primeiro sinal de temor e sabedoria. Mas, Deus não nos dá o discernimento como se fosse uma nova revelação fresquinha descida lá do céu! Ele nos dá a sabedoria para que a usemos com responsabilidade diante daquilo que teremos que decidir.

Observe os seguintes princípios que teremos que analisar antes de decidir acerca de qualquer assunto:

1. Nenhuma decisão pode contrariar a santidade de Deus. Todo claro ensino das Escrituras deve ser a nossa única regra de fé e prática. Se qualquer decisão a ser tomada envolve a quebra de qualquer mandamento, preceito ou princípio de santidade, então, com toda certeza ela não é da vontade do Senhor, pois Ele não pode negar a si mesmo, e não pode aceitar ninguém na Sua presença, que não ande na Sua vontade.

2. Sempre olhe como Deus está movendo os acontecimentos ao seu redor. A porta que o nosso Senhor abre ninguém fecha, e a que Ele fecha, ninguém consegue abrir. Sabemos que "Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito" (Rm 8:28, NVI). Este "agir de Deus" envolve a direção, o governo, a concorrência, o sustento e a preservação de todos os eventos, de modo que, tudo têm as digitais de Deus, e ao mesmo tempo cooperam entre si para indicar o divino propósito para a nossa vida. Deus cuida de todos os detalhes em tudo o que faz, desde os assombrosos eventos até o despercebido movimento dos átomos, Ele dirige, controla e determina com infinita sabedoria, poder e misericórdia conosco! Assim, quando buscamos saber o seu santo querer devemos atentamente olhar como as coisas estão se movendo, sem nunca esquecermos que o Senhor está em, com e através de todas as coisas.

3. Converse em família sobre o que todos os membros pensam da situação. A família é um corpo que vive, sofre, anseia, perde ou vence em conjunto, e conseqüentemente deve pensar, orar, planejar e buscar a direção de Deus juntos. Os planos de Deus não devem contrariar a solidificação do lar. Deus não trabalha contra a família, nem se agrada em vê-la destruída; por isso mesmo, é nesses momentos de expectativa que a família deve orar junta. O culto doméstico prova o seu valor quando o praticamos como sendo o momento em que lembramos que o nosso lar é um altar consagrado ao Senhor.

4. Analise como os dons e talentos poderão ser úteis no plano de Deus. Talvez, você queira realizar uma obra que está além das suas capacidades. É claro, sabemos que é Deus quem capacita, mas, Ele capacita dinamizando os dons que nos deu. O chamado [alguns preferem o termo vocação] de Deus somente é dado após os dons, porque, primeiro Deus prepara e depois dá a finalidade. O propósito de Deus para a nossa vida fica menos difícil de descobrir quando olhamos as nossas habilidades inatas e espirituais.

5. Busque conselheiros que temem, amam e andam com Deus. Primeiro ouça os seus pais; depois o seu pastor e os demais líderes que o Senhor colocou sobre a sua vida. Converse com irmãos que têm uma vida consagrada de oração e que se alimentam regularmente com a Palavra de Deus, eles são pessoas que estão em intimidade com o nosso amoroso Pai, muito provavelmente os seus pensamentos estão em sintonia com os pensamentos do Senhor, e poderão compartilhar conselhos prudentes que poderão ajudá-lo muito.

Aqueles que desejam meditar mais diligentemente neste assunto indico dois excelentes livros:
1. Sinclair Ferguson, Descobrindo a vontade de Deus (Editora PES);
2. B. Waltke & J. MacGregor, Conhecendo a vondade de Deus (Ed. Cultura Cristã).

Boa leitura!

Que o nosso soberano Deus lhe manifeste com clareza e convicção a Sua boa, agradável e santa vontade. Amém.

3 coisas a considerar antes de começar a namorar ou iniciar um relacionamento com vistas ao casamento

  Por Lindsey Stomberg   Estamos casados ​​ h á quase duas d é cadas. Frequentemente, recordo o tempo de namoro e os primeiros anos do no...