04 junho 2009

Somos uma igreja discipuladora

O que é discipulado? Para responder esta questão precisamos partir do modelo apresentado por Jesus, que é o mestre dos mestres. O nosso redentor teve um ministério onde ensinou multidões, mas concentrou a sua mensagem no treinamento de seus discípulos, formando a base do seu ministério. John Sittema descreve o que O Senhor Jesus fez, ou seja, discipular é “reproduzir a si mesmo e sua fé na vida de outros.” Por isso, devemos perguntar quem precisa ser discipulado? É o apóstolo Paulo que nos responde:“e o que da minha parte ouviste através de muitas testemunhas isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2 Tm 2:2). Em nossa igreja decidimos que aqueles que assumiram um compromisso com Cristo, os novos na fé, os filhos de membros que desejam ser membros, pessoas que vieram de outras igrejas, ou irmãos que precisam de treinamento para acelerar o seu crescimento doutrinário são candidatos ao discipulado. O discipulado é uma segura porta de entrada!

Qual a importância do discipulado? O Senhor Jesus disse: “indo, portanto, fazei discípulos... ensinando-os a guardar tudo o que vos tenho ordenado.” (Mt 28:19-20). Com o discipulado temos um rico recurso de conhecer a Deus por meio de Jesus, e glorifica-lo num relacionamento construtivo como Igreja. Nesse relacionamento construtivo o alvo é preparar discípulos para um envolvimento nos ministérios e departamentos da igreja, proporcionando um fortalecimento qualitativo, que resultará naturalmente na multiplicação de outros discípulos sadios na fé. Novamente podemos citar Sittema observando que “esse processo requer o desenvolvimento de um relacionamento de confiança, de exemplo, de revelação do nosso coração e da nossa fé ao discípulo que, por sua vez deve imitar o padrão de fé do seu mestre.” Evidentemente não podemos confundir, porque o Senhor Jesus exige que façamos discípulos dele e não nossos.

O propósito do discipulado é um só, todavia, ele é como uma corda trançada de vários fios. Podemos mencionar os elementos que somam ao principal motivo. Primeiro, ao aplicar o discipulado apresentamos o evangelho da salvação aos eleitos de Deus proporcionando a oportunidade para que o Espírito Santo aplique a graça irresistível. Evangelizar é compartilhar Jesus, no poder do Espírito, deixando os resultados para Deus, visando a reeducação para uma vida transformada. Segundo, através do discipulado preciosas vidas são libertas das trevas e do poder de Satanás para luz do reino do Filho de Deus. Terceiro, com o discipulado a igreja cresce espiritual e numericamente, por isso, Paulo disse que o discipulado deve ser feito “... com vistas ao aperfeiçoamento dos santos” (Ef 4:12). E, por último, pelo discipulado ensinamos as pessoas a reconhecer a soberania de Cristo sobre todas as esferas da vida humana, inclusive na ciência, na arte, na educação, na economia, na política e na recreação. Lembrando que o propósito essencial que envolve todos os demais é a glória de Deus. O profeta Oséias disse “conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR; como a alva, a sua vinda é certa; e ele descerá sobre nós como a chuva serôdia que rega a terra” (Os 6:3, ARA).

21 maio 2009

Eu creio em pessoas

Não podemos ignorar que são pessoas que atraem pessoas. É errado pensar que pessoas vêem aos nossos cultos porque temos um excelente templo, estacionamento, ar condicionado, salas de aula, confortáveis assentos, e etc.. É tolice alimentar esta superficial conclusão! Em termos de estrutura física existem comunidades melhores do que a nossa. A verdade é que pessoas permencem na igreja local porque se identificam com outras pessoas, que têm os mesmos valores, interesses e desejo de servir a Deus. Elas carecem ser bem recebidas. São pessoas que amam pessoas, e percebem convincentemente que são amadas. Não há dúvidas que o amor atrai e consolida relacionamentos, especialmente quando este vínculo é estabelecido no amor de Cristo Jesus.

São pessoas que Deus usa para instruir pessoas. As pessoas que chegam ao nosso meio ficam, porque se identificam com os nossos valores. O culto centralizado em Deus, a centralidade da Palavra de Deus decidindo tudo o que cremos e fazemos, a nossa submissão à autoridade da soberania de Deus em sustentar e dirigir todos os eventos em nossa vida. Todavia, apenas gostar do nosso estilo de ser igreja não basta, é absolutamente necessário que entendam que a nossa identidade surge da herança Reformada do século dezesseis. Assim, precisamos ensiná-las não somente a nossa história, mas, quais são as nossas crenças, os nossos valores, a nossa ética, o que é ser calvinista, o que é ser presbiteriano! Não é uma prática apenas teórica, mas, comunicar tudo isto com o nosso coração, com o compromisso vivo de servir e glorificar a Deus acima de todas as coisas, e com tudo o que somos.

São pessoas que refletem a imagem e a glória de Deus. O Senhor Deus nos predestinou, chamou e justificou para a santificação, ou seja, para sermos transformados à imagem de Cristo Jesus (Rm 8:28-29). É viver um grato amor a Deus por tudo o que graciosamente Ele realiza em nosso favor! Também é nossa responsabilidade instruir outros dos nossos irmãos a andarem como Cristo andou. Através do discipulado, do exemplo, da comunhão, do compartilhar da fidelidade do Senhor em nossa vida, e da prática da Palavra de Deus, precisamos manifestar a glória de Deus onde formos e com quem estivermos. Deus usa pessoas, e por isso, Ele fez do seu único Filho uma pessoa como nós, para que se identificasse conosco, e se tornasse o nosso representante, sofresse em nosso lugar, e seja entre nós e o nosso Deus o nosso único mediador, tornando-se o nosso suficiente redentor.

29 abril 2009

Estamos crescendo, e você?

Estamos crescendo numericamente! Há quase três anos e meio, a freqüência de pessoas nos cultos era triste. Ver vários bancos vazios, e pouca expressividade nas reuniões não era algo que enchia o coração de alegria. As sociedades internas, os grupos familiares e a própria Escola Dominical oscilava muito em quantidade de irmãos que realmente se compremetiam em estar presentes. Estamos experimentando uma nova situação! Há novas pessoas e um renôvo no interesse dos membros em estarem reunidos aprendendo da Palavra de Deus, há alegria, desejo de comunhão, e visitantes contínuos e outros interessados em conhecer o Senhor Jesus. A interação entre os irmãos, motivada pela vivência da mutualidade, o "uns aos outros", a prática do discipulado e as pessoas que têm se interessado em conhecer ao Senhor Jesus, são meios de se incluir em nossa família presbiteriana. Novas famílias somam conosco, e são partem de nós. Estamos crescendo, e você?

Estamos crescendo potencialmente. Deus tem levantado novas lideranças e somado com os que já atuavam na igreja. Temos vários homens e mulheres experientes, jovens e adolescentes compremetidos com o Reino de Deus, e crianças que desde agora aprendem a necessidade de participar de projetos e, aprendem a dirigir inclusive a liturgia do culto. Projetos como a implantação duma congregação em Jaci-Paraná, ampliação dos grupos familiares, atividades dinâmicas das sociedades internas, cursos de treinamento para líderes [atualmente o Cosmovisão cristã], são oferecidos visando o crescimento e descobrimento de líderes. Estamos crescendo, e você?

Estamos crescendo espiritualmente. Este não deve ser visto apenas como o aprendizado teológico! É fato que os membros, que assiduamente participam dos cultos doutrinários de Quarta-feira, da Escola Dominical, e atentamente ouvem o sermão de Domingo à noite, bem como aqueles que se interessam em participar dos cursos oferecidos em nossa igreja, crescem intelectualmente, porque eles aprendem novos assuntos. Entretanto, crescimento espiritual refere-se à maturidade de um modo integral! Começa pelo entendimento, ou seja aprendizado da Palavra de Deus, segue-se a prática e o contínuo experimentar da verdade no dia a dia, e os valores de Deus tornam parte existencial de suas vidas para a eternidade. São pessoas que sabem viver como Deus quer, e podem instruir outros discípulos como andar mais intimamente com Cristo. Estamos crescendo, e você?

13 março 2009

Porque não bebo nada alcóolico!

No ano de 1938 o Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil tomou a seguinte resolução acerca de vícios, consumo de álcool e fumo como segue:

AG-1900-021 - Vícios Sociais - Todos os obreiros da Igreja Presbiteriana do Brasil devem combater com insistência os vícios, os exageros da moda e tudo quanto rebaixe o nível da espiritualidade. 1) BEBIDAS ALCOÓLICAS - A. Recomendar a todos os concílios inferiores envidem esforços para que os membros da nossa Igreja se esforcem para abandonar o uso, mesmo moderado, de todas as bebidas alcoólicas, exceto remédios. AG-1900-021. B. Recomendar a todos os membros da nossa Igreja que são fabricantes ou negociantes de bebidas alcoólicas que se esforcem para deixar esse ramo de negócio ou meio de vida, a fim de não concorrerem, nem direta, nem indiretamente para a ruína do corpo e da alma de seus semelhantes. AG-1900-021. C. Recomendar aos Presbitérios que tomem medidas positivas e eficazes para combater a fabricação e venda de bebidas alcoólicas por membros da Igreja. AG-1920-029. 2) FUMO - FUMANTES - A. Seria muito desejável que nenhum oficial da Igreja fumasse; mas, também julga que esse critério isolado afastaria desses cargos homens que tem outras qualificações para exercê-los e admitiria indivíduos aos quais faltariam outros requisitos essenciais. AG-1936-040 e AG-1936-041. B. O SC/IPB declara que tudo o que destrói o corpo, que é o Templo do Espírito Santo, é pecado e deve ser evitado; não obstante, reconhece que é a Igreja constituída de crentes que estão caminhando em santificação, uns mais e outros menos, devendo os conselhos esforçarem-se por conseguir o melhoramento espiritual de maneira amistosa e fraternal. AG-1936-042. C. As resoluções constantes nas Atas de 1936, às páginas 40-42, já em vigor, quanto ao fumo e aos fumantes, devem ser reafirmadas e divulgadas pelos concílios. SC-1938-022.


Sei que apesar da resolução existem, inclusive pastores presbiterianos, que defendem o consumo moderado de bebidas alcóolicas. Mas, tratando a questão pastoralmente peso algumas questões práticas, e peço que leiam e as considerem em seu coração, no temor do Senhor:

1. A possibilidade de despertar um vício sempre está presente... . Aqui em Porto Velho acompanhamos um Centro de Recuperação de alcóolicos e tóxicos em geral, a APATOX, e lhes garanto que a melhor igreja para eles congregarem é em lugares onde pessoas são abstêmias.
2. A possibilidade de causar escândalos por causa de bebidas, nunca é extinta. Porque, para alguns, o beber em público é errado, e o beber familiarmente não tem problema?
3. A possibilidade de prejudicar uma família inteira com traumas e desestruturando-a é uma indesejável, mas presente ameaça.
4. A possibilidade de desenvolver algumas doenças por causa do álcool é um temor dispensável.
5. A possibilidade de influenciar os jovens e novos convertidos a usarem a mesa da bebida como um ponto de comunhão [como sei que ocorre em alguns lugares neste enorme Brasil, em que após o culto, alguns jovens saem e vão à bares e lanchonetes para beber, e não poucas vezes sem moderação].

Parece-me que estas indesejáveis, vergonhosas e dolorosas possibilidades são uma preocupação, mesmo daqueles que ingerem álcool de boa consciência...

Por isso, tenho com minha família [esposa e 2 filhos, a Rebeca de 3 anos e João Marcos de 1 ano] a seguinte prática preventiva:
1. Tudo o que não pudermos orar a Deus, de boa consciência, e agradecer como algo que irá nos fazer bem não comeremos, nem beberemos, quer seja por causa do excesso, prejuízo, dependência, ou perca do domínio próprio.
2. Tudo o que os meus filhos não puderem comer ou beber, por uma questão de saúde, eu e minha esposa também não o faremos, por uma questão de exemplo.

O uso moderado de bebidas alcóolicas não é uma forma segura de se evitar o alcoolismo! Diga-se de passagem ninguém que é dependende iniciou o seu vício tomando grandes doses, mas gradativa e inadvertidamente chegaram lá. Esta é a história de alguns internos da APATOX...

Penso que a questão não é de julgar, ou condenar quem bebe alcool, mas de pesar os prejuízos que ele causa em nossas famílias e em nossas igrejas.

um respeitoso abraço aos que discordam,
Ewerton B. Tokashiki

17 outubro 2008

Você fala palavra torpe?

A Palavra de Deus nos adverte que “não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem (Efésios 4:29, ARA). A nossa boca é fonte de benção e maldição, mas o apóstolo Tiago nos diz que isto não deveria ser assim (Tiago 3:10). Por isso, devemos cuidar do que sai dela. O termo torpe usado por Paulo significa corrompido (do grego sarprós), e, indica toda palavra ou conversa que em si seja prejudicial, desvirtue ou ofenda os ouvidos de quem a recebe; e, isto envolve desde palavrões, mentiras, até a maledicência.

O Senhor Jesus disse que a boca fala do que o coração está cheio (Mateus 15:18-19). Assim, entendemos que quando uma pessoa fala uma palavra torpe, ou corrompida, ela está manifestando uma condição de corrupção em seu coração, isto é, algo que ainda não foi transformado pelo Espírito Santo (Romanos 3:14). Deste modo, o seu testemunho é falso, porque as suas palavras contradizem a santidade de Deus.

A palavra dura que suscita a ira também é torpe, porque ela corrompe a busca de uma disposição pacífica das pessoas (Provérbios 15:1). Provocar a ira de alguém através da repreensão insensata, ou do grito, ou mencionando algo que desperta um doloroso trauma é pecado, porque estamos provocando uma fraqueza no outro, que provavelmente irá levá-lo a pecar. Em vez, de auxiliá-la em sua santificação, na verdade estamos suscitando pecados que deveriam ser mortificados, daí, corrompemos o outro com a nossa palavra e não edificamos.

Nenhum servo de Deus deve falar o que corrompe. Não devemos mencionar palavrões, contar mentiras, falar mal ou enfatizar os defeitos da vida dos outros, nem contar piadas indecentes, ou que ridicularizem com o nome de Deus. É nosso dever transmitir graça aos que nos ouvem, e não pecado. A nossa conversa deve nutrir as necessidades das pessoas e não corrompê-las. Assim, eu desejo a benção de Deus para a sua vida e graça para você!

11 outubro 2008

Não sou evangélico!

Ultimamente prefiro ser chamado de cristão reformado. Este nome indica a minha identidade doutrinária e histórica, ou seja, sou cristão e, isto diz muito coisa, e sou reformado, porque sou herdeiro do movimento de Reforma da Igreja que ocorreu no século XVI. Apenas nestas duas afirmações temos muito que compartilhar de edificante. Mas, num outro artigo poderemos discorrer sobre a riqueza da herança reformada. Por alguns motivos tenho descartado ser reconhecido como evangélico, porque estamos vivenciando uma verdadeira confusão doutrinária e ética nestes tempos pós-modernos. A maioria dos evangélicos ignora que, crer é também pensar! Ser evangélico tem se tornado sinônimo de um grupo de pessoas manipuláveis pelas suas emoções, e dirigidas por interesses que não são nobres nem dignos do Senhor Jesus.

Esta superficialidade se evidencia pelo culto que parece ser configurado para estimular o sistema nervoso e não a mente. O sentir e não o aprender é uma característica em relevo! Realmente em algumas reuniões a adoração deixou de ser um culto racional, para se tornar um momento de excitação emocional (Rm 12:1-2). Não importa entender o que está acontecendo, o que está se fazendo, o que Deus está falando, pelo contrário, os novos adoradores estão querendo extravasar a sua alegria, os seus sentimentos, deixar fluir o seu calor humano! O prazer tomou o lugar do quebrantamento, a liberdade substituiu a reverência e os sentimentos usurparam a posição que o conhecimento tem na vida cristã. James M. Boice e Philip G. Ryken observam que

o que uma vez foi falado das igrejas liberais precisa ser dito das igrejas evangélicas: elas buscam a sabedoria do mundo, creêm na teologia do mundo, seguem a agenda do mundo, e adotam os métodos do mundo. De acordo com os padrões da sabedoria mundana, a Bíblia torna-se incapaz de alimentar as exigências da vida nestes tempos pós-modernos. Por si mesma, a Palavra de Deus seria insuficiente de alcançar pessoas para Cristo, promover crescimento espiritual, prover um guia prático, ou transformar a sociedade. Deste modo, igrejas acrescentam ao simples ensino da Escritura algum tipo de entretenimento, grupo de terapia, ativismo político, sinais e maravilhas - ou, qualquer promessa apelando aos consumidores religiosos. De acordo com a teologia do mundo, pecado é meramente uma disfunção e salvação significa desfrutar de uma melhor auto-estima. Quando esta teologia adentra a igreja, ela coloca dificuldades em doutrinas essenciais como a propiciação da ira de Deus substituindo-a com técnicas e práticas de auto-aceitação. A agenda do mundo é a felicidade pessoal, assim, o evangelho é apresentado como um plano para a realização pessoal, em vez de ser a caminhada de um comprometido discipulado. Para terminar, vemos que os métodos do mundo nesta agenda egocêntrica é necessariamente pragmática, sendo que as igrejas evangélicas estão se esforçando a todo custo em refletir o modo como elas operam. Este mundanismo tem produzido o 'novo pragmatismo' evangelicalismo[1].


Em parte a culpa é dos pastores que desejam ser apenas animadores de palco e que se esqueceram, ou não aprenderam, e pior ainda, não querem estudar o que realmente significa o seu verdadeiro chamado como pregador da Palavra de Deus. Conduzem o seu rebanho e os alimentam num culto estilo “louvorzão” para animar o coração duma multidão de adoradores que vão às reuniões para fazer o seu karaokê gospel e satisfazer o seu gosto pessoal. E, nisto tudo há pouco conteúdo da Palavra de Deus sendo cantado, apenas importam os ritmos e movimentos, coreografias sem sentido no mover de véus e luzes coloridas.

A falta de preocupação em se ouvir, alimentar e viver o ensino da Escritura Sagrada está tornando o meio evangélico desnutrido do seu poder, e de sua autoridade espiritual. Em contraproposta chegam novos movimentos, outros modismos com nomes cada vez mais mirabolantes, unções bizarras, invencionices esquisitas e até neologismos de antigas heresias, como por exemplo, paipóstolos! Talvez, tão vergonhosa situação explique porque líderes evangélicos vendem não somente a própria alma, e em tempo de eleições, desavergonhados negociam o voto “porteira fechada” da sua igreja com políticos que não são menos corruptos. Ou ainda, talvez, esta situação explique porque os evangélicos, que estatisticamente ainda é o movimento religioso que mais cresce, é também o que menos influencia socialmente. Uma pesquisa indica que o estado de Rondônia tem 27,75% de sua população confessando ser evangélica [2]; todavia, o impacto causado por este evangelicalismo em nossa região somente é percebido quando se faz shows ou alianças políticas de moral duvidosa.

Há ainda um mercado gospel que move muito dinheiro. Ressurge nestes tempos pós-modernos a prática medieval da simonia! Vende-se de tudo: cargos eclesiásticos em troca de poder; favores políticos em troca de voto; prosperidade financeira no lugar de santidade; e, a lista não termina aí. Objetos que são uma verdadeira macumba travestida de evangelho, em que, sal grosso, galho de arruda, água abençoada, água do rio Jordão, redinha do Mar da Galiléia, e uma infinidade de relíquias se multiplicam conforme a ambiciosa imaginação de quem torna a religião uma mercadoria ao gosto do cliente, que procura mestres segundo o seu interesse (2 Tm 4:3-4). A multidão que vai atrás de pão e cura nunca termina.

É muito estranho como parece difícil para o evangelicalismo rondoniense entender simplesmente o que é o Cristianismo puro e simples segundo a Escritura Sagrada. O assunto em si não é assim tão complicado, o que falta é um comprometido estudo da Palavra, e a necessidade de um pacto com o próprio coração de viver os valores absolutos e inegociáveis dentro da vontade de Deus. Por isso, insisto: não me chamem, nem me confundam com um evangélico, pelo menos enquanto este grupo for sinônimo de uma vida movida por uma graça barata e, vazio do antigo evangelho de Cristo Jesus![3]

[1] James M. Boice & Philip G. Ryken, The Doctrines of Grace (Wheaton, Crossway Books, 2002), pp. 20-21.
[2]Informação extraída de www.cacp.org.br/midia/artigo.aspx?lng=PT-BR&article=1092&menu=16&submenu=5 acessado em 10 de Outubro de 2008.
[3] Para os desavisados de plantão a pintura acima é de Martinho Lutero na Dieta de Worms posicionando-se definitivamente contra a teologia romanista.

20 setembro 2008

Como a Bíblia chegou até nós?

A mente infinita de Deus ao comunicar a revelação da sua perfeita vontade entra em contato conosco que somos finitos e imperfeitos. Por isso, sob esta comunicação ocorre o controle do Espírito de Deus. A Palavra de Deus é acomodada ao pensamento humano, bem como à linguagem comum. Ela passa a participar e se manifestar com, em, através e além da cultura do escritor. Cremos que a Palavra de Deus está registrada no Antigo e no Novo Testamento, sendo escrita por autores humanos, que foram inspirados por Deus (2 Tm 3:16) garantindo a sua inerrância, autoridade, suficiência e clareza. Sabemos que absolutas verdades existem na mente de Deus e que através da revelação vêm à mente do escritor original, assim na inspiração esta revelação registrou-se em Escritura: a Palavra de Deus em palavras humanas.

A Bíblia é plenamente inspirada pelo Espírito Santo. Por inspiração plenária entendemos como sendo aquela completa e suficiente influência do Espírito Santo estendendo-se a todas as partes das Escrituras, ou seja, todos os assuntos abordados, Deus conferiu a sua opinião através da mente e palavras de homens, todavia, estas palavras serão no sentido estrito a Palavra de Deus. A divina influência, que envolveu os escritores sacros, obteve a sua extensão não somente aos seus pensamentos gerais, mas também as todas as palavras que eles usaram, de modo que os pensamentos que Deus desejou revelar-nos foram conduzidos com infalível exatidão – que os escritores foram os instrumentos de Deus no sentido que aquilo que eles disseram, foi de fato o que Deus disse.

A inspiração também foi orgânica. Por inspiração orgânica cremos que os autores não foram anulados em sua personalidade, em sua cultura, capacidade mental, estilo pessoal, mas o Espírito Santo agiu em, com, através e além deles. Os autores, de um modo incomum, tiveram os seus impulsos pecaminosos inibidos, de modo que não contaminassem o resultado de seu registro da Palavra de Deus. As suas capacidades foram aguçadas, de modo que, mesmo tendo um subdesenvolvimento cultural, as suas opiniões se tornaram tão sábias e verdadeiras, sendo evidente que ainda hoje, não conseguimos alcançar nem reproduzir obra literária de semelhante valor e coerência como a Escritura Sagrada. O Espírito Santo capacitou homens a conhecer, interpretar e expressar a verdade de Deus com exatidão. Ele também os impediu de incluir qualquer afirmação que fosse contrária a essa verdade, bem como qualquer informação que lhe fosse desnecessária.

Os escritores sacros foram movidos e inspirados pelo Espírito Santo, envolvendo tanto os pensamentos, como a linguagem, entretanto, eles foram preservados livres de todo erro, fazendo com que os seus escritos fossem inteiramente autênticos e divinos. A Escritura é a Palavra de Deus e não pode mentir (Nm 23:19; 1 Sm 15:29; Tt 1:2; Hb 6:18). Se a Bíblia contêm algum erro histórico, geográfico, ou científico, como podemos ter certeza de que não terá erros morais (Sl 12:6)? Se a Escritura tivesse erros, teríamos que questionar se Deus mentiu, ou errou em alguma de suas informações? Ele soberanamente não poderia livrar os seus escritores de errarem? Como poderíamos aceitar a autoridade da Bíblia, que alega ser a verdade, ensinar a verdade, inspirada por um Deus verdadeiro, e que ama a verdade, se sua Palavra estivesse cheia de erros (Nm 23:19; 2 Sm 7:28; Jo 17:17; Tt 1:2; Hb 6:18)? A inerrância da Escritura está associada com a intenção da mente do autor primário, ou seja, do próprio Espírito Santo. A inerrância é a base de autoridade para toda a Escritura (Mt 5:17-20; Jo 10:34-35).

Não temos mais os textos originais escritos pelos autores, mas temos muitas cópias deles. Com a preservação dos manuscritos temos os textos atuais que precisam ser criteriosamente comparados com todas as cópias para termos o que foi originalmente escrito pelos autores. Através da tradução obtemos as nossas versões que procuram transmitir fielmente o significado essencial do texto original em nossa língua. Por fim, através da correta interpretação da Bíblia a verdade chega a mente do leitor comunicando proposicionalmente a verdade original da mente de Deus.

12 setembro 2008

O Espírito Santo como autor da oração

Os verdadeiros salvos oram a Palavra, movidos pelo Espírito, e as orações estimuladas por Ele, recebem os méritos de Cristo, aplicadas em quem ora, pelo próprio Espírito. Assim, conclui-se que a oração é um meio de graça, porque “da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26, NVI). Comentando este verso Wilhelmus à Brakel conclui que “isto significa que o Espírito Santo garante a disposição e desejos, concede as palavras na boca, segue adiante delas, e causa-as para orar depois delas.”[1] Nesta mesma perspectiva Ronald S. Wallace conclui que a relação da oração e do Espírito é que “nenhum homem é capaz de orar corretamente através de impulsos espontâneos de seus próprios sentimentos. Pois tal oração aparte do Espírito de Deus não é mais do que um mero balbuciar e um caçoar de Deus.”[2]

A oração não é uma atividade meramente humana. Nem mesmo é um simples resultado da influência santificadora do Espírito Santo, como se a terceira Pessoa da Trindade apenas estimulasse sentimentos de dependência, e o crente então, começasse a orar. Em outras palavras, a oração é uma ação da graça eficaz da Trindade no eleito, de modo que a sua salvação e santificação é realizada no Espírito, nos méritos de Cristo, e a oração, segundo a vontade de Deus é eficazmente atendida. Não seria biblicamente exato acusar a oração de ser uma ação da subjetividade emocional do ser humano. A Palavra de Deus é o conteúdo que o Espírito conduz o crente a orar, para que segundo o preceito de Deus, esteja de acordo com a sua vontade. Whilhelm Niesel conclui que “Cristo fornece a possibilidade objetiva da oração, e a fé a subjetiva. Falando estritamente poderíamos dizer que o Espírito Santo vem antes da fé. Assim, quando Calvino indica as pressuposições da oração, ele enfatiza, às vezes, a obra do Espírito Santo em do poder da fé. (...) A obra do Espírito não somente é a fé, mas também, o fruto da fé; isto é, oração. Este fato é a garantia de que a oração está fundamentada na palavra de Deus.”[3]

Oração é um meio de graça, porque quando oramos não intencionamos mudar algo em Deus, mas em nós.[4] É estranho, por exemplo, ler um teólogo calvinista, como A.A. Hodge, declarar que “a eficiência [da oração] consiste no seu poder de afetar a mente de Deus e dispô-la para fazer por nós o que ele não faria se não orássemos”.[5] Este raciocínio é falacioso, porque a oração não redireciona Deus à nosso favor, mas, pelo contrário, ela nos predispõe para aquilo que Ele quer realizar.

Notas:
[1] Wilhelmus à Brakel, The Christian’s Reasonable Service (Pittsbrugh, Soli Deo Gloria Publications, 1994), vol. 3, p. 452.
[2] Ronald S. Wallace, Calvin’s Doctrine of the Christian Life (Eugene, Wipf and Stock Publishers, 1997), p. 286.
[3] Wilhelm Niesel, The Theology of Calvin (Cambridge, James Clarke & Co., 2002), p. 155.
[4] Robert L. Dabney, Lectures on Systematic Theology (Grand Rapids, Zondervan Publishing House, 1978), p. 716.
[5] A.A. Hodge, Evangelical Theology (Edinburgh, The Banner of Truth, 1976), p. 91.

19 julho 2008

Os Dez Mandamentos na Família - 3

O terceiro mandamento enfatiza que não podemos tratar com leviandade tudo o que se refere ao nosso Deus. Com o que é sério não se brinca. O Catecismo Maior de Westminster comentando as suas implicações declara que "exige que o nome de Deus, os Seus títulos, os atributos, as ordenanças, a Palavra, os sacramentos, as orações, os juramentos, os votos, as sortes, as Suas obras e tudo pelo qual Ele se dá a conhecer, sejam santa e reverentemente usados ao se pensar, meditar, falar e escrever; mediante uma santa profissão de fé e um viver digno, para a glória de Deus e o bem de nós mesmos e dos outros."[1] A nossa geração vive um período de confusão quanto a autoridade da palavra, bem como da própria percepção de se respeitar Àquele que é fonte de toda autoridade.

É algo muito perigoso brincar, fazer piadas e mencionar de forma irreverente e irresponsável o nome ou as obras de Deus. Às vezes, ouço crentes fazendo piadas em que ridicularizam a pessoa de Deus, ou mais especificamente o Senhor Jesus, fazem para entreter pecadores com o santo nome do Todo-Poderoso. Como é comum que pecadores corram inconseqüentemente, onde os anjos até mesmo temem pisar! Quando pais contam piadas desta espécie diante dos seus filhos, eles estão ensinando-os a serem blasfemadores. Dificilmente estas crianças, adolescentes, ou jovens se comportarão nos cultos, que é o ajuntamente solene do povo de Deus, com reverência necessária. Mas, aquilo que fazem nos cultos nada mais é do que reflexo do culto a Deus prestado no dia a dia. Assim, podemos imaginar com tristeza no coração como é o relacionamento diário, e qual a seriedade com que vivem o evangelho de Cristo.

Se ao falar do Santo e da sua santidade manifesta na sua revelação, as pessoas o fazem de forma tão descomprometida, então, é possível, sem peso de consciência, que façam votos e juramentos sem calcular as conseqüências apelando-se para o nome de Deus. Neste caso a Escritura diz que devemos ser conhecidos pela nossa seriedade e firmeza de convicção e palavra, que o nosso "sim" signifique "sim", e o nosso "não" realmente tenha o absoluto sentido de "não" (Mt 5:37). Não é pecado jurar ou fazer votos quando somos exigidos pelas autoridades instituídas por Deus, mas não podemos recorrer a eles de modo tão irresponsável, ou em situações em que são desnecessários. O nome de Deus somente deve ser invocado para ser testemunha do que dizemos ou fazemos, quando o nosso testemunho é insuficiente e a glória de Deus é ameaçada de escândalo (1 Ts 2:5 e 10).

Nota:
[1] Catecismo Maior de Westminster, perg/resp. 112.

21 junho 2008

Os Dez Mandamentos na Família - 2

O primeiro mandamento condena adorar um deus falso, no segundo, o pecado repreendido é o da falsa adoração. Em algumas igrejas quem determina a liturgia do culto é o gosto das pessoas e, não a Escritura Sagrada. E, este é um perigo, pois nem sempre o nosso gosto está modelado pela Palavra de Deus, pelo contrário, o gosto tende a seguir os desejos e invenções do coração (Jr 17:9).

A Escritura fala de princípios de culto que não podem ser ignorados. Deus manifesta o modo como Ele quer ser adorado! Não podemos pensar que idolatria é meramente o inclinar-se diante de uma imagem. Os evangélicos pensam que não caem neste pecado, pelo fato de não terem imagens em seus cultos ou em seus lares, entretanto, idolatria envolve o falso culto, ou seja, buscar a Deus sem a simplicidade da adoração “em espírito e em verdade” (Jo 4:24). O Catecismo Menor de Westminster declara que “o segundo mandamento proíbe adorar a Deus por meio de imagens, ou de qualquer outra maneira não prescrita na sua Palavra” (perg./resp. 51). Toda invenção e acréscimo no culto que não seja centralizado em Deus, que não preserve a simplicidade, ou que induza ao entretenimento do auditório tirando a glória de Deus, é idolatria. E, este pecado é tão presente nos cultos evangélicos, como as imagens nos templos católicos!

Aplicando à família podemos pensar quão difícil é sarar a idolatria revestida de tradição. Existem práticas e costumes idólatras enxertados na veia familiar que são passadas gerações a gerações, sem a preocupação se aquilo é aprovado pela Palavra de Deus. Repete-se sem entendimento, somente porque “a minha família sempre fez assim”! Entretanto, isto tem conseqüência. Após a saída do Egito, e durante os 40 anos de peregrinação no deserto, o povo de Israel teve uma geração inteira condenada à morte, por causa da murmuração, rebeldia e da idolatria. Apenas os seus filhos puderam entrar na terra prometida. O livro de Deuteronômio faz constante menção “aos pais”, por vezes, advertindo dos seus pecados (Dt 7:1-5), para que não fossem repetidos pela nova geração. Após o assentamento do povo na terra de Canaã, Josué os desafia, dizendo: “porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei hoje a quem sirvais: aos deuses a quem serviram vossos pais, que estavam dalém do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e minha casa serviremos ao SENHOR” (Js 24:15).

O culto doméstico é onde os pais ensinam aos seus filhos Quem deve ser adorado. Pais omissos em seu dever de ensinar aos seus filhos como devem adorar a Deus, permitem que os modismos dos últimos ventos de doutrinas empurrem para a desordem litúrgica e irreverência, muitas vezes confundida com uma falsa intimidade com o Senhor. Se os pais ensinassem, em casa, os seus filhos como orar, como cantar, como ler as Escrituras e como respeitar a tremenda presença do Santo Deus, então, os cultos das reuniões do povo de Deus teriam maior qualidade.

17 maio 2008

Os Dez Mandamentos na Família - 1

Os Dez Mandamentos devem ser aplicados em todas as áreas da sociedade, especialmente na família. A Lei do Senhor são princípios absolutos, imutáveis e universais; ou seja, ela sempre será verdade em qualquer cultura, em todas as épocas e em todos os lugares. Não importa a geração, nem mesmo a experiência ou a falta de maturidade de vida, a Palavra de Deus dura para sempre e eternamente será reguladora para determinar como devemos viver de modo aceitável diante de Deus.

O primeiro mandamento do Decálogo determina que não devemos amar ninguém acima do SENHOR Deus. Somos devedores do cuidado e amor que nossos pais dispensaram a nós. A tendência de amar os nossos filhos e supervalorizá-los acima das outras pessoas é uma forma saudável de amá-los que pode tornar-se um tanto que protecionista. Como também é possível honrar os nossos pais acima de Senhor. Entretanto, Deus exige um amor exclusivo por Ele, incomparavelmente superior em intensidade e qualidade. Isto significa que devemos temer ao Senhor e obedecê-lo como um valor acima de qualquer pessoa que valorizemos, mesmo que sejam nossos pais, ou filhos. Jesus nos adverte declarando que "quem ama seu pai ou mãe mais do que a mim não é digno de mim; quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim (Mt 10:37).

Lembremos do negativo exemplo do sacerdote Eli e os seus dois filhos, Hofni e Finéias(1 Sm 1:3-4:18). A profecia contra a casa de Eli foi terrível por causa da gravidade do seu pecado, isto é, ele idolatrava os próprios filhos. Deus reprovou o sacerdote, dizendo: "por que pisais aos pés os meus sacrífcios e as minhas ofertas de manjares, que ordenei se me fizessem na minha morada? E, tu, por que honras a teus filhos mais do que a mim, para tu e eles vos engordardes das melhores de todas as ofertas do meu povo de Israel?" (1 Sm 3:29). Qualquer sentimento por nossos filhos que supere o nosso amor e temor pelo SENHOR torna-se numa disposição ou ato de idolatria contra Deus.

Mas, a Escritura Sagrada narra a submissão de Abraão pelo SENHOR, quando Ele exigiu que o pai da fé sacrificasse Isaque sobre o monte Moriá (Gn 22:1-19). O amor e devoção de Abraão estava acima de tudo, direcionada para a glória de Deus. Ele foi honrado pela sua obediência. O Anjo do SENHOR lhe disse: "jurei, por mim mesmo, diz o SENHOR, porquanto fizeste isso e não me negaste o teu único filho" (Gn 22:16).

Você deve amar os seus filhos e pais, entretanto, adoração é algo que somente Deus merece. Não podemos obedecer aos nossos pais, se eles exigirem que façamos algo contrário à Palavra de Deus; bem como, não devemos satisfazer aos caprichos dos nossos filhos, mimando os seus desejos pecaminosos. Isto é idolatria, porque desonramos voluntariamente a ordenança de Deus de sermos santos, e de consagrarmos tudo a Ele, em todas as circunstâncias, especialmente a nossa família.

Dicas para ensinar crianças a participar do culto com a família

por  Lindsey Stomberg   Aqui estão algumas dicas que reuni ao longo dos anos, tanto de outras famílias grandes quanto da minha própria exper...