Educamos os nossos filhos planejando que eles sejam pessoas que tenham uma família bem estruturada, para que sirvam com os seus dons na igreja e sejam queridos na sociedade. Esperamos que eles saibam escolher os seus amigos, e que andem sempre em boa companhia. É pavoroso pensar que os nossos filhos estejam com pessoas de má índole; mas, mais angustiante é imaginar que eles se tornem vítimas da escória da sociedade. Ninguém espera que o seu filho se torne um viciado, nem que cometa vandalismo, ou que seja pego com marginais em atos criminosos!Mas, você já parou prá pensar que é possível que os nossos filhos sejam "a má influência"? Somos tendenciosos em pensar neles sempre recebendo má influência, mas, e se for o contrário, e, se o problema estiver neles? Isto enche o seu coração de temor? Se você realmente se preocupa com a educação e o futuro do seu filho, leia atentamente o que vou escrever. Talvez, esta repreensão sirva prá você e terá maior valor se aplicá-la na formação dos seus filhos.
Responda com sinceridade: você aceita que outras pessoas denunciem os erros e algum mau comportamento de seus filhos? Não?! Caso você seja destes pais que "os meus filhos estão sempre certos", quero lhe falar algo simples: não seja tolo. Filhos nem sempre se comportam na companhia de outras pessoas como eles são na presença dos seus pais. Se você rejeita toda denúncia que parentes, amigos e professores fazem dos pecados públicos dos seus filhos, você estará criando neles um sentimento de impunidade. Este sentimento é fermento para a criminalidade. É uma raíz que crescerá e causará danos a médio e longo prazo. Boas famílias descuidadas neste importante detalhe diluem todo o esforço educacional investido em seus filhos, porque geraram neles a convicção de que os seus pecados são aceitos e não precisam ser corrigidos, que não importa o que fizerem de perverso, os seus pais sempre virão em seu auxílio passando "a mão em sua cabeça". Se os nossos filhos desenvolverem e crerem neste raciocínio, seremos culpados de desgraçar as suas vidas!
Não podemos ignorar o fato de que eles são ainda pecadores não-regenerados. Não estou insinuando que você tem se omitido na educação dos seus filhos. Estou afirmando que eles, embora sendo crianças, têm uma potencialidade natural para o mal tanto quanto eu e você, ainda que não tenham a mesma sagacidade para pecar de forma tão polida como nós adultos. Por isso, carecem de correção, em amor, com orientação na Palavra de Deus, para que o temor do Senhor seja implantado em seus corações. Esteja atento ao comportamento do seu filho, ouça denúncias contra os seus filhos e as verifique. Seja justo em corrigí-los a tempo, se for comprovado que pecaram publicamente.
A minha oração, como pai e pastor, é que o nosso Senhor Jesus livre os nossos filhos de má companhia, mas, rogo ainda mais insistentemente para que os nossos filhos não se tornem má influência! Suplico que a misericórdia que o nosso Redentor usou conosco, a aplique também nos corações dos nossos filhos, confirmando que eles são herdeiros da Aliança da graça.









O principal emblema teológico do presbiterianismo não é a sua eclesiologia [doutrina da Igreja], mas a sua teontologia [doutrina de Deus]. A doutrina da soberania é o centro da convicção presbiteriana. Todas as demais doutrinas são diretas ou por implicação resultado deste tema unificador. Héber C. de Campos observa que "o Deus que é pregado em muitos púlpitos e ensinado nas escolas dominicais, e lido em grande parte dos livros evangélicos, não passa de uma adaptação da divindade das Escrituras, uma ficção do sentimentalismo humano. Esse Deus, cuja vontade pode ser resistida, cujos desígnios podem ser frustrados e cujos propósitos podem ser derrotados, não é digno de nossa verdadeira adoração. De fato, esse não é o Deus das Escrituras."[1]